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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2007

A cidade das mulheres vai ao cinema

Dia 8 de Março num cinema perto de si

Dentro de ti, ó cidade

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Hoje por todo o lado ouviu-se a notícia: há vinte anos morria Zeca Afonso (1929-1987). Mas a sua solidariedade, a sua música e a qualidade poética das suas canções tornaram-se eternas. A Cidade das Mulheres presta-lhe aqui homenagem, no dia em que foi também apresentado em Lisboa o Plano Nacional de Acção do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. «O que nós andámos para aqui chegar» parafraseou Jorge Lacão (Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros) no encerramento da sessão. A Cidade das Mulheres espera poder ver (neste ano como nos vindouros) «em cada rosto igualdade».



Almerinda

A propósito da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, e após a publicação do trabalho «A Carta», A Cidade das Mulheres dá agora a conhecer uma entrevista a Almerinda Bento (n.Abrantes, 1951), professora do ensino secundário, membro da Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres, da direcção da Umar (União de Mulheres Alternativa e Resposta) e recentemente mandatária do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM.

A mulher é um ser solidário?
Eu acho que sim. Não é fácil responder a essa pergunta, porque a sociedade patriarcal em que vivemos também nos quer inculcar que as mulheres são as piores inimigas das mulheres. E esta ideia está de tal forma disseminada, que muitas vezes até temos dificuldade em responder a essa questão. O que é um facto é que temos todos os dias exemplos de solidariedade entre as mulheres, que nos dão sobretudo uma perspectiva de futuro muito positiva.
Para ser solidária, é preciso ser-se livre?
Isso é uma pergunta também muito dificil, porque…

A apologia da máscara

«O Vira», Secos & Molhados

Por detrás dos panos

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Traje de capote e capelo, S.Miguel, Açores.

Enamoramento

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«They say marriage is a bed of roses», 1982, The Women´s Library






A propósito de S.Valentim e de Women's Aid's Valentine's Day 2007, ver informação da campanha de alerta sobre a violência doméstica em Inglaterra em http://www.womensaid.org.uk/

Rita

Les Rita Mitsouko, Don´t forget the night

Natália

«O acto sexual é para ter filhos» - disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.
A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de
Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:

«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -

Uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»

Natália Correia (a 3 de Abril de 1982 )

Faltam dois dias para o referendo

Vem aí o período da reflexão. O que é bom. Para tudo. Esse será o momento de reflexão, em que cada um(a) pensará, de acordo com a sua consciência, o voto que irá expressar no próximo domingo, e que mais não será do que responder sim ou não à pergunta «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Quem tiver passado pela Cidade das Mulheres na última semana terá visto coladas nas suas paredes virtuais material de divulgação pelo SIM. Imagens estáticas e em movimento, ideias e factos sobre o aborto em Portugal,enfim alguma coisa desta campanha para o referendo passou por aqui, como por outros blogues, sensíveis a esta problemática da sociedade civil. Todos os agentes sociais que se movem pelo respeito à mulher e à sua decisão têm tido um discurso edificante, matizado e enriquecido pela ética da sua profissão, qualquer que ela seja. Ora, este respeito te…

Um olhar sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez

Como membro de uma associação de mulheres que se reclama de feminista, que fez o ano passado 30 anos de vida e que tem dado a este tema muita da sua dedicação e activismo, gostaria de compartilhar convosco as razões que nos levam a participar no campo do SIM na campanha do referendo de 11 de Fevereiro.
Gostaria de começar por falar um pouco da história recente desta luta. Com o 25 de Abril de 1974 e apesar de logo a 4 de Maio desse mesmo ano o MLM ter feito sair uma brochura com a reivindicação do “direito ao aborto livre e gratuito e campanha de educação sexual”, esta luta teve vários episódios e protagonistas que deverão ser lembrados para se entender os enormes avanços que foram dados mas também para se constatar que passados 32 anos, continuamos a ser o único país da Europa que leva mulheres a sentarem-se no banco dos tribunais por terem abortado.
Em Fevereiro de 1976, as jornalistas Maria Antónia Palla e Antónia de Sousa apresentam uma reportagem sobre o aborto num programa na RTP,…

Artista(s) pelo sim

JP Simões

Faltam quatro dias para o referendo

Apoios internacionais ao SIM

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Dizer sim, de vez

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O que há de novo na cidade

A CARTA – Parte VI

A ideia de se criar um «instrumento político comum» esteve presente na criação da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, adoptada a 10 de Dezembro de 2004, em Kigali, no Ruanda, pelas delegadas presentes na 5ªReunião Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, um novo tipo de movimento de mulheres.
A Carta pretende ser um texto fundador do mundo que as mulheres da Marcha Mundial querem construir. Ela é constituída por 31 afirmações, que se relacionam com cinco valores universais - IGUALDADE, LIBERDADE, SOLIDARIEDADE, JUSTIÇA E PAZ – partilhados pelo conjunto das mulheres da Marcha, independentemente das suas diferenças de origem, de cultura, de história, de religião ou de orientação sexual. Os valores, se bem que apresentados de um ponto de vista feminista, são igualmente partilhados por numerosos homens.
A Carta é fruto de um trabalho de consulta, de discussões e de negociações entre mulheres de vários países, que vivem realidades diversas.
A Carta tem a força de representar um…

Aborto, uma polémica de sempre

Portugal reinicia uma discussão onde parece continuar a haver demasiado «ruído». Ou como alguns temas nos recordam os limites da razão humana.
«Um bebé não é um problema metafísico» foi uma frase que encheu as ruas de Paris, há cerca de 20 anos, durante uma campanha em prol da maternidade. Em Portugal, hoje, a discussão diz respeito ao aborto. Paula Teixeira da Cruz, do Movimento Voto Sim, afirmou que «não estamos a discutir nem a vida nem a morte. Recuso-me a discutir o problema nesses termos» (DN, 20-01-2007). A verdade é que muitos insistem em fazê-lo.
Não sendo os bebés, definitivamente, um problema metafísico, há questões levantadas pelos opositores do Sim que nos deixam na dúvida sobre se não o serão o zigoto, o embrião e o feto. Um dos argumentos mais publicitados pelo Não assenta no seguinte raciocínio: (premissa a) o feto é, em potência, um ser humano; (premissa b) todos os seres humanos, mesmo os seres humanos em potência, têm direito à vida; (conclusão): o feto tem direito à…

«People Have the Power»

I was dreaming in my dreaming
of an aspect bright and fair
and my sleeping it was broken
but my dream it lingered near
in the form of shining valleys
where the pure air recognized
and my senses newly opened
I awakened to the cry
that the people / have the power
to redeem / the work of fools
upon the meek / the graces shower
it's decreed / the people rule

The people have the power
The people have the power
The people have the power
The people have the power

Vengeful aspects became suspect
and bending low as if to hear
and the armies ceased advancing
because the people had their ear
and the shepherds and the soldiers
lay beneath the stars
exchanging visions
and laying arms
to waste / in the dust
in the form of / shining valleys
where the pure air / recognized
and my senses / newly opened
I awakened / to the cry

Refrain

Where there were deserts
I saw fountains
like cream the waters rise
and we strolled there together
with none to laugh or criticize
and the leopard
and the lamb
lay to…

O poder está em nós