29.4.08

veludo vermelho


Amanhã há festa vermelha na Karnart, em Lisboa. E deve haver muita dança. Comecemos a ensaiar já hoje, dia mundial da dança.

26.4.08

Meredith



Meredith Monk e o Vocal Ensemble dão início hoje, 26 de Abril, no Centro Cultural de Belém, a uma série de três espectáculos em Portugal contendo vários momentos da sua carreira de 40 anos; depois de Lisboa, segue-se Torres Vedras e Portalegre.

24.4.08

Dizer Abril

«Cantar e dizer Abril» é o café-concerto-teatro que As Descalças e o Amphiteatrum hoje levam a cabo em S.Miguel, Açores, no Teatro Ribeiragrandense.

Quantas madrugadas tem esta noite, Portugal?
Dizer e partilhar Abril, com muita força, alegria, cumplicidade, desejo de fazer revoluções através da arte, sonhar micro-revoluções: são estes os ingredientes deste espectáculo, com textos de Alice Vieira, António de O. Salazar, Eduardo Prado Coelho, Jorge de Sena, José Cutileiro, Judite Fernandes, Manuel Alegre, Manuel António Pina, Maria Simões, Natália Correia, Sophia de Mello Breyner; música de de Sérgio Godinho, Zeca Afonso, José Mário Branco, Jorge Palma, Chico Buarque e interpretação de Descalças cooperativa cultural e Amphiteatrum – grupo de teatro; interpretação musical de Teresa Gentil - voz, guitarra e piano; Gianna de Toni - contrabaixo; Miguel Mendes – saxofone.
Já em Lisboa, o Chapitô vai esta noite fazer também a sua madrugada evocativa do 25 de Abril de 1974, às 22h, na Tenda. Com música e video de Bruno Lobato, Sílvio Rosado, Woman in Panic, e João Osório; Performance dos Alunos e Professores da Escola do Chapitô.
Dizer Abril este ano é também afirmar que estamos a dois meses do Congresso Feminista promovido pela UMAR, que decorrerá a 26, 27 e 28 de Junho, em Lisboa. Neste 25 de Abril, o Congresso Feminista estará a desfilar com a sua faixa. O local de concentração em Lisboa é o habitual: junto à Estátua do Marquês de Pombal, por volta das 15h. A Cidade das Mulheres estará lá. E tu?

23.4.08

dia mundial do livro


«Antigamente, os livros eram escritos por gente de letras e lidos pelo público. Hoje em dia são escritos pelo público e lidos por ninguém.»

Oscar Wilde, «Algumas Máximas para a Instrução dos Super-Educados», Saturday Review, Novembro de 1894, in Poemas em Prosa.

21.4.08

Lideranças

O Congresso Feminista 2008 e o Chapitô levam a cabo mensalmente as «Conversas no tanque»: a próxima será já na quarta-feira, dia 23 de Abril, pelas 21h, com o tema Mulheres e Lideranças.

Participação de:

Ana Paula Canotilho
Helena de Koning
Helena Pinto
Lúcia Serralheiro

Moderação de Fátima Grácio

As próximas conversas estão agendadas para 21 de Maio (Direitos Humanos e Igualdades), e 18 de Junho (Feminismos e Controvérsias), mês em que se realizará o Congresso Feminista em Lisboa, a 26, 27 e 28 de Junho. Inscrevam-se!

19.4.08

Madalena



Elis Regina, «Madalena», Festival de Montreaux, 1979

«Acordar, ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.»

A uma cerejeira em flor, Eugénio de Andrade

Na passada quinta-feira inaugurou no Museu Nacional do Traje a exposição de fotografia «Facescapes» de Denis Piel. A noite ficou também marcada pela despedida de Madalena Braz Teixeira que, ao atingir o limite de idade, vai reformar-se e deixar a direcção do Museu Nacional do Traje.
A Cidade das Mulheres presta-lhe homenagem, enaltecendo o seu trabalho à frente do museu nas últimas duas décadas, e para além disso, dedica-lhe este poema da autoria de Eugénio de Andrade, hoje que é dia do seu aniversário: parabéns Madalena!

18.4.08

Viva os sítios!

Celebra-se hoje o dia internacional dos monumentos e sítios, este ano dedicado aos lugares do sagrado.
Na foto: Visão nocturna de igreja em Ponta Delgada, junto ao campo de S.Francisco, por altura das festas do Senhor Santo Cristo.

17.4.08

«Estados da forma»

Universidade de Évora, dia 18 de Abril, 14h. Organização: Sandra Leandro.

16.4.08

Abaixo o futebol, viva o desporto!

Há poucos minutos, uma automobilista seguia o seu caminho, pacatamente, pela segunda circular na direcção de benfica. A via apresentava-se desimpedida, sem tráfego de maior. Tudo parecia apontar para uma viagem calma, apesar de nos situarmos entre dois estádios, dois clubes, que se defrontam esta noite. Mas afinal, o confronto – que nada tem ou cada vez tem menos de desportivo – aconteceu ali mesmo, numa das bermas desta via da capital. A páginas tantas, os automóveis começaram a abrandar e a formar filas. A automobilista descortina nuvens de fumo, ao longe, mas não muito longe. Depois, muito nitidamente, observa carros da polícia, de choque. Homens com capacetes, e viseiras, vestidos de cor azul, usando fatos com a palavra «polícia» nas costas. Nas suas mãos, armas que disparavam projécteis (de fumo? de borracha?). Homens a correr uns atrás dos outros. Polícias, claques, rufiões? Quem é o quê? Uns de braços no ar, como quem se entrega depois de uma brincadeira que correu mal. Outros, continuam a correr à frente da bófia, que continua a fazer disparos. São umas seis da tarde, talvez um pouco mais, e para quem circulava àquela hora, o filme na segunda circular, em Lisboa, era este. Por isso, eu digo e repito, abaixo o futebol, viva o desporto. Como manifestação da cultura masculina, o fenómeno rufia é só um dos lados dos estados autoritários e patriarcais. Será que a cultura do desporto não nos pode resgatar a este estado de sítio instalado fora e dentro das quatro linhas? Mais uma vez, abaixo o futebol. Até que se faça luz. Desabafo.

15.4.08

Debate à volta da precariedade

Uma conversa/debate «A precariedade: contornos, experiências e respostas» irá decorrer dia 19 de Abril, sábado, pelas 17h na Crew Hassan (Rua das Portas de Stº Antão, 159, próximo do Coliseu). O grupo responsável pela organização do MayDay 2008 encontra-se a organizar conjuntamente com a Solidariedade Imigrante este debate no âmbito do Festival ImigrArte. O tema é a precariedade enquanto fenómeno social, cujos contornos determinam as mais variadas esferas da vida, não só o trabalho, mas também a educação, a habitação, a saúde, a sexualidade, o género, a cor da pele. Várias pessoas e associações irão participar nesse debate/conversa, tentando assim reunir relatos das suas experiências enquanto protagonistas da precariedade, lutando todos os dias para dar respostas a esse problema. Não haverá mesa: todas as pessoas que participarem serão convidadas especiais.
À noite, o MayDay Lisboa 2008 organiza uma festa para a qual estão todos/as convidado/as, no Ateneu Comercial de Lisboa.

14.4.08

Braga a caminho do Congresso Feminista

No âmbito das iniciativas de divulgação do Congresso Feminista 2008 (no próximo mês de Junho, em Lisboa, entre 26 e 28), a UMAR, em parceria com a Associação Académica da Universidade do Minho, realizará a partir de hoje e até sexta-feira, uma semana de debates, performances e exposição de materiais na Feira Pedagógica da Universidade de Braga.
Programa:
14 de Abril - 16h00
Mulheres “violentáveis”?!
Violência doméstica em debate
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) - Marta Gonçalves
Amnistia Internacional - José Luis Gomes
União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) - Ana Marciano
Moderação Sylvie Oliveira - Mestranda em Ciências da Comunicação na UMinho
15 de Abril - 14h30
Sexo e Dinheiro: A prostituição em debate.
Sobre a regulamentação da prostituição.
Departamento de Sociologia da UMinho - Manuel Carlos Silva
União de Mulheres Alternativa e Resposta - Maria José MagalhãesModeração Almerindo Janela Afonso
16 de Abril - 11h00
Performance & Olhares sobre a ‘Arte e Feminismos’ - sob orientação de Deidré Matthee
As expressões do Feminismo na Arte.
Centro de Estudos Humanísticos da UMinho - Ana Gabriela Macedo
Instituto de Estudos da Criança da UMinho - Angélica Lima Cruz
16h00
Feminismos e Média
As expressões do Feminismo nos Média.
Departamento de Ciências da Comunicação da UMinho (CC) - Felisbela Lopes
Departamento de CC da UMinho - Manuel Pinto
Departamento de CC da UMinho - Silvana Mota Ribeiro
Departamento de CC da UMinho - Zara Pinto Coelho
Mestranda em CC na UMinho - Anabela Santos
Moderação Carla Cerqueira - Doutoranda em Ciências da Comunicação na UMinho
17 de Abril -15h00
Nem menos, nem mais: Direitos iguais! - LGBT em debate
Debate sobre direitos humanos e orientação sexual.
Departamento de Sociologia da UMinho - Ana Brandão
Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transsexualidade (GRIT- ILGA) - Luísa Reis
Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto (GRIP-ILGA) - Frederico Lemos
Clube Safo - Participante a confirmar
Moderação Conceição Nogueira
18 de Abril - 15h00
Aborto e Saúde Reprodutiva: o que mudou um ano depois?
Interrupção voluntária da gravidez e saúde reprodutiva.
Centro de Saúde de Vila Verde - Cândida Carlos
Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM - Cecília Costa
UMAR - Helena Gonçalves
Moderação Danielle Carvalho Capella (Doutoranda em Psicologia Social)

11.4.08

Contra o tráfico

Os actuais cursos livres que a UMAR tem levado a cabo permitem que um grupo diversificado de pessoas se junte num mesmo espaço, para discutir e trocar ideias sobre teorias, conceitos e fenómenos à luz do(s) Feminismo(s), igualmente com o objectivo que os Estudos de Género, os Estudos sobre as Mulheres e os Estudos Feministas circulem fora da Academia. Construir pontes entre a teoria e a prática feminista, enfim, de maneira a que o(s) Feminismo(s) obtenham cada vez maior visibilidade pública e reconhecimento como movimento social indispensável para uma sociedade mais justa, democrática e participada. Após cada um dos Cursos será entregue a cada um/a dos/as participantes um comprovativo de comparência, assim como material bibliográfico. O que tem início amanhã é sobre «Tráfico de Mulheres» e tem como oradoras/es Madalena Duarte (CES/UC), Isabel Varandas (CIG), Lorenzo Bordonaro (CEAS/ISCTE) e Medina Omarkhanova (Solidariedade Imigrante). Horário: das 9:30 às 17:00 (pausa para almoço das 12h30 às 14h); Local de realização: SPGL (Auditório do Sindicato de Professores da Grande Lisboa)Rua Fialho de Almeida, nº3 Lisboa (Bairro Azul, Lisboa).

Contra a violência

A segunda Mesa Redonda «Violência Doméstica e Grupos de Ajuda Mútua» organizada pela Associação de Mulheres Contra a Violência está a decorrer hoje, dia 11 de Abril, no Hotel Marquês de Sá (Av.Miguel Bombarda, 130), em Lisboa. Os objectivos são promover o encontro e a partilha entre profissionais com experiência em Grupos de Ajuda Mútua e Grupos de Suporte, e dar ainda a conhecer o Projecto «Survivors Speak Up for their Dignity».´
Programa
10h30 - Sessão de abertura - Raquel Vieitas Cardoso - Vice-Presidente da Direcção da
AMCV
10h40 - «A Violência contra as Mulheres»
Gyorgyi Toth - NANE Women’s Rights Association - Hungria
Raquel Vieitas Cardoso - AMCV
14h00 - Violência Doméstica e Grupos de Ajuda Mútua
A importância dos GAM no contexto da Violência Doméstica- Isabel Neves - CIG
Apresentação do Projecto «Survivors Speak Up for their Dignity» - Gyorgyi Toth (Coordenadora do
Projecto) e Raquel Vieitas Cardoso (Coordenadora Nacional do Projecto)
15h00 - «Partilha de experiências» - Na perspectiva do Profissional
Margarida Medina Martins - AMCV
Maria Bibas - UMAR
Moderadora: Petra Viegas
16h00 - Na perspectiva dos participantes
Ana Cristina e Manuela - AMCV
Liga Portuguesa contra a Sida
Moderadora: Rita Mimoso

9.4.08

«Femme fatale»


A banda Femme Fatale constituída pela vocalista Flo e pelo músico Dave Zorton chega de Espanha, com uma sonoridade a descobrir, comparada por alguns aos Goldfrapp. Tocam quinta-feira, dia 10 de Abril, às 23h00, no Lounge, em Lisboa, e no dia a seguir, 11 de Abril, às 23h00, no Plano B, Porto.

8.4.08

Joëlle - o livro


Frank Medióni, crítico de jazz e radialista da Radio France, fez um livro sobre a Joëlle Leandre, que esteve na edição 2007 do Jazz em Agosto (FCG). Uma obra a descobrir por amantes da música.




7.4.08

«Almost the same»


«Almost the same», de Julia Bardsley, dias 9, 10 e 11, 21h, dia 12 de Abril às 18h e 21h, no Espaço Karnart, em Lisboa. O espectáculo comporta 35 espectadores, e estreou no Festival dePerformance NRLA em Glasgow, na Escócia, em Fevereiro passado.

3.4.08

Julia

O Espaço Karnart acolhe este mês a dupla inglesa de artistas Julia Bardsley e Andrew Poppy. A Cidade das Mulheres teve a sorte de assistir ontem ao primeiro espectáculo, «Trans-acts» de Julia Bradsley, com música de Andrew Poppy, que se repetirá hoje e amanhã (21h00, e sábado, dia 5, pelas 18h e 21h00.
Em três actos - transgressão (exposição), transformação (exposição antecedendo a performance) e transcedência (performance) - somos chamados a viver uma experiência artística, da melhor forma: à volta de uma mesa. Somos um grupo de 12 pessoas e fazemos realmente parte de um espectáculo. Há violência, mas é simbólica; participamos, mas não somos confrontados ou chamados a participar. São utilizados meios plásticos, audiovisuais, artísticos enfim. Há uma actriz (no video) e uma encenadora (Julia, na nossa presença) que veste um tailleur verde, forrado a verde e totalmente instalado, com bolsos e fechos de onde saem... coisas. É como vos digo... a não perder. Acidente ou milagre? É convosco.
Julia Bardsley é uma artista da Artsadmin Associate Artist e já trabalhou como encenadora, realizadora, artista visual e performer, encenando em ópera, teatro e dança. «Trans-acts» é o seu primeiro projecto a solo, no qual a fotografia, o video, os objectos e a performance se interligam. Este é também o primeiro solo de uma série de trabalhos interligados. A segunda peça, «Almost the same», investiga noções de terror, medo, violência. Estará no Espaço Karnart dias 9, 10 e 11, pelas 21h e dia 12 de Abril pelas 18h e 21h. A terceira peça que completará a trilogia, «AfterMaths: a tear in the meat of vision» irá oferecer uma leitura optimista do apocalipse, estreando em 2009 (SPILL). O Espaço Karnart terá dia 13 de Abril, 21h, o concerto «...and the shuffle of things» de Andrew Poppy, a concluir a passagem desta dupla inglesa por Lisboa.

2.4.08

Como escrever uma história comparada das mulheres

No princípio do século XX os movimentos feministas na Alemanha tinham predominantemente como dirigentes mulheres solteiras, que faziam a apologia da «libertação da prisão das obrigações familiares» (e que frequentemente viviam com outras mulheres) enquanto na mesma época, em França, os movimentos feministas eram liderados por mulheres casadas, com filhos, e que realçavam o dever patriótico da maternidade, exigindo o seu reconhecimento e pagamento de um salário equivalente ao dos homens que cumpriam o serviço militar. Estes e muitos outros factos são desenvolvidos na «História Comparada das Mulheres», editada por Livros Horizonte, um livro que abre novas perspectivas sobre a escrita da História comparada das mulheres. O ponto de partida é a seguinte questão: Como escrever uma história comparada das mulheres?
Quatro proeminentes historiadoras norte-americanas (Ann Taylor Allen, da Loisville University; Bonnie S. Andersen, da City University of New York; Karen Offen, da Stanford University; Susan Pedersen, da Columbia University) aceitaram o desafio de contribuir para este debate, e exploram as frutuosas contribuições da História das mulheres para a História comparada, centrando-se na Europa e nos Estados Unidos, desde o séc. XVIII até ao séc. XX.

A obra «História Comparada das Mulheres», de Anne Cova (org.), é apresentada amanhã dia 3 de Abril, às 18h30, na livraria Bulhosa, junto ao Campo Grande, em Lisboa.

1.4.08

Trans-acts na karnart !

A Karnart acolhe em Lisboa, no seu espaço da Rua Medicina Veterinária, Julia Bardsley & Andrew Poppy, para três espectáculos. Julia Bardsley apresenta «Trans-acts», uma performance de arte, que permanecerá até dias 3 e 4, pelas 21h00 e dia 5 de Abril, às 18h00 e 21h00; «Almost th same» será a performance seguinte nos dias 9, 10 e 11 de Abril pelas 21h00, e dia 12 às 18h e 21h00; por fim, no dia seguinte, 13 de Abril, pelas 21h00, «...and the shuffle of things», o concerto de Andrew Poppy.
«Trans-acts» é uma trilogia de actos em interligação, explorando as noções de transgressão, transformação e transcedência, onde se estabelece um diálogo entre a audiência e a performer, a artista e o processo criativo, a cena e o objecto de arte visual.