29.9.08

«Cidade e Estilos de Vida»

Está decorrer hoje e amanhã no ISCTE (Auditório B203) o seminário internacional de investigação «Cidade e estilos de vida», organizado em colaboração entre o CIES-ISCTE (Lisboa) e o Departamento de Antropologia/Museu Nacional/UFRJ (Rio de Janeiro).

Hoje (à tarde)
14:30 «Graciliano Ramos: cidade e interior brasileiros na
década de 1930», Marisa Schincariol de Mello
«Património e modernidade: Brasília e a sua utopia», Christiane Machado Coêlho
«Um dia como os outros… circulação e sociabilidade no quotidiano de um subúrbio lisboeta»,
João Pedro Nunes
Debate
16:15 Pausa café
16:30 «Em busca das namoradas de fé», Liane Maria Braga da Silveira
«Estilos de vida de pessoas sós», Rosário Mauritti
«O quotidiano dos estudantes do ensino superior numa
perspectiva comparada»
Susana da Cruz Martins
Debate
18:15 Fim do 1º dia
30 de Setembro
10:00 «João do Rio e os espaços público e privado na
belle époque carioca»
Julia O’Donnell
«Olhares fotográficos e estilos de vida», Ana Caetano
Debate
11:15 Pausa café
11:30 «Incursão etnográfica em salões de beleza no Rio
de Janeiro»
Patrícia Bouzón
«Os contextos quotidianos da literacia: adultos
em certificação de competências»
Patrícia Ávila
Debate
12:45 Almoço
14:30 «Cotidiano e adultério na passagem dos séculos
XIX e XX: Artur Azevedo e o Rio de Janeiro do
seu tempo»
Tatiana Siciliano
«Um estilo contestatário: identidades, redes e
quotidiano de jovens activistas numa cidade em
movimento»
Inês Pereira
Debate
15:45 Pausa café
16:00 «Ciência e quotidiano» Cristina Palma Conceição
«Práticas de leitura e estilos culturais», Eduardo A. Rodrigues
«Computadores e internet: o difícil equilíbrio
entre trabalho e lazer na vida quotidiana»,
Nuno de Almeida Alves
Debate
17:30 Pausa café
17:45 Encerramento

António Firmino da Costa
Gilberto Velho
Graça Índias Cordeiro
Maria das Dores Guerreiro

«Na rua ninguém manda»

Pode ser vista até dia 30 no ISCTE (no Centro de Investigação em Antrolopologia - CRIA), em Lisboa, a exposição de fotografia «Na rua ninguém manda», que reúne imagens de Lorenzo Bordonaro & Helton, de crianças de rua em Cabo Verde.

«As fotografias foram tiradas por mim e por Helton no Mindelo (São Vicente), Cabo Verde, no Verão de 2007. Helton tem 16 anos. Fugiu para a rua com 10 anos, e é hoje o que se costuma chamar um ‘menino de rua’.
Estas imagens - onde o meu e o seu olhar se cruzam - fazem parte da tentativa de oferecer uma imagem das crianças de rua que, sem negar as dificuldades e os constrangimentos das suas vidas, nem as suas situações familiares às vezes dramáticas, visa valorizar a sua capacidade de acção, a sua autonomia e independência.
De facto em Cabo Verde, muitas crianças de rua rejeitam com força toda forma de internamento, todas as tentativas de limitar, condicionar ou intervir nas suas vidas. Esta resistência ao abandono da vida na rua aponta para um aspecto frequentemente ignorado: apesar das dificuldades e da violência que a caracterizam, a vida de rua oferece às crianças oportunidades, vantagens e prazeres, que as famílias e menos ainda as instituições de acolhimento podem garantir.
Até que ponto podemos impor os direitos? Qual é o limite entre protecção e correcção? Estas crianças têm de ser tiradas da rua mesmo se for contra a vontade delas? Quais são os intentos morais por trás da intervenção ‘humanitária’? » (L.B.)
Apoio: Câmara Municipal de Miranda do Douro

In memoriam Paul Newman



Paul Newman, n. Ohio 26.01.1925 - f.Connecticut 26.09.2008.

Na foto, com Liz Taylor, em Cat on a hot tin roof (peça de Tennessee Williams, adaptada ao cinema por Richard Brooks), 1958. Sobre o actor que era um filantropo, amava a representação, e os automóveis, ver texto «Era grande, muito grande» de Luís Miguel Oliveira no Público.

24.9.08

Mulheres e República (II)



A apresentação pública do livro «Mulheres e Republicanismo» do investigador João Esteves irá ter lugar dia 3 de Outubro, Sexta-feira, 17h, na Biblioteca-Museu República e Resistência, Espaço Cidade Universitária, Rua Alberto de Sousa, 10 A ( zona B do Rego).

Corpo e cultura

Hoje à tarde, pelas 18h, apresenta-se no ISCTE (sala C402), na Av.das Forças Armadas, em Lisboa, um seminário de investigação designado «La construcción cultural del cuerpo» de Javier Eloy Martinez Guirao (universidade Miguel Hernández de Elche, Espanha). Organização: Departamento de Antropologia, Cria/Iscte.

22.9.08

Gótica!

Um artigo sobre a onda gótica, pois a cidade também veste (e muito) de preto! E gosta da cena (histórica) vitoriana, com um bocadinho de Siouxsie and the Banshees, e uns pózinhos de Tim Burton à mistura. Sigam este texto de Cintra Wilson, do New York Times .

18.9.08

Na floresta da moda

Reflashion é o tema da próxima ModaLisboaEstoril, a realizar nos dias 9, 10, 11 e 12 de Outubro, na Cidadela de Cascais. Quem faz a moda? Que moda se faz? Quem segue a moda? Para onde segue a moda? Estas e outras perguntas ficam a vogar no que à moda diz respeito. Mas que grande 31 (número de edições realizadas por este calendário de desfiles iniciado em 1991, e com uma edição 0 nas festas da cidade de Lisboa, em Junho de 1990) !
A estação que os criadores perseguem é agora a de Primavera/Verão 2009. Assim foi em Nova Iorque (ver abaixo ligação a um interessante artigo do New York Times sobre a New York Fashion Week, que terminou há poucos dias), assim está a ser em Londres, como relata dia a dia o Guardian.
Na foto AForest Design por Sara Lamúrias, Arquivo ModaLisboa/ Rui Vasco.

Tocar a escrita

De Regina Guimarães e Saguenail, com direcção Ana Luena, «Boca» é um texto para café-concerto levado a cabo pelo Teatro Bruto, no Teatro Meridional, até 27 de Setembro. Texto original inspirado na pesquisa de cartas de amor oriundas do espólio da literatura epistolar (Heloísa (a Abelardo), Mariana Alcoforado (ao Cavaleiro Chamilly), Suzette de Gontard (a Hölderin), Bettina Brentano (a Goethe), Julliette Drouet (a Hugo), Guillaume Apollinaire (a Lou), Franz Kafka (a Milena), Fernando Pessoa (a Ofélia), Lettera amorosa de Monteverdi) e outras cartas expressamente redigidas para o efeito, o espectáculo alia também a música clássica à música electrónica, o canto à representação teatral. De Quarta a Sábado às 22h00, no Teatro Meridional (R. do Açúcar, 64 - Beco da Mitra, Poço do Bispo, em Lisboa).

16.9.08

Lara

A designer de moda Lara Torres convida fãs e clientes a visitarem o seu atelier em Lisboa, no nº 211 da Av. da Liberdade, 3ºDto, durante esta semana, onde tem à venda amostras de colecções anteriores e peças da colecção deste Verão com um desconto de 50%. Em exposição estará também a nova colecção Inverno 08/09 (nas fotos, Arquivo ModaLisboa/ Rui Vasco).

Campanha de igualdade para a UE

É já amanhã, quarta-feira, dia 16 de Setembro, em Bruxelas, o lançamento da Campanha do Lobby Europeu de Mulheres «Não há democracia moderna sem igualdade entre mulheres e homens» que visa exigir mais mulheres nas posições topo da política da União Europeia
A campanha conta com o apoio da vice-presidente da CE, M.Wallstrom, e de muitas figuras públicas dos vários países da União Europeia, entre as quais estão Mary Robinson, Simone Veil, Bertrand Delanoe (Presidente CM Paris), Yves Leterme (PM da Bélgica), Ohran Pamuk (Prémio Nobel Literatura), e em Portugal: Lídia Jorge, Inês Pedrosa, Maria Teresa Horta, Alexandre Quintanilha, Elza Pais, Sónia Fertuzihos, Edite Estrela, e muitas mais. A partir de amanhã visitem o site: http://www.5050democracy.eu/

Recordo que 2009 é ano de eleiçõe europeias!

14.9.08

Equinócio do Outono

Passado o tempo de Verão (isto está de ananases, como dizia o Eça), eis-nos quase à porta do equinócio do Outono. Mas ainda a 19 de Setembro, o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra irá realizar o seminário internacional «Representações da Violência», que se destina a marcar a conclusão do projecto «A Representação da Violência e a Violência da Representação». Os investigadores do projecto do CES apresentarão alguns dos resultados a que chegaram, num diálogo com a comunidade da investigação que tem estudado a questão da violência a partir de outras perspectivas, visando encontrar um terreno comum de reflexão.
Se falar da violência é nomear o inominável, não surpreende que a questão se apresente de modo especialmente denso e complexo no âmbito da reflexão estética. Desde o momento em que a violência se transformou num instrumento estético decisivo do arsenal da modernidade, urge saber como a violência afecta a própria ordem da representação e de que forma as novas linguagens e os novos protocolos discursivos influenciam as práticas, nomeadamente pelos efeitos de legitimação que inevitavelmente produzem.

12.9.08

mortes, honra, e direitos das mulheres II

O texto que aqui se publica no original inglês relata o caso passado no Paquistão e a prática ali continuada das mortes por honra. No próximo dia 22 de Setembro, num seminário organizado pela Marcha Mundial das Mulheres, com a presença de ministros e parlamentares, serão lidas mensagens de solidariedade, de indignação e de condenação perante as brutais mortes naquele país.

«The Umrani tribe is mainly concentrated in the Jafarabad and Naseerabad districts of Balochistan province that are about 300 kilometers from Quetta city, the provincial capital. Mr. Sadiq Umrani, the provincial minister for housing and construction, was elected to the Balochistan Assembly in the February 18, 2008 elections from Dera the Murad Jamali constituency of district Naseerabad. The incident of the women being buried alive occurred in a remote village, the Baba Kot, 80 kilometers away from Usta Mohammad city of Jafferabad district. It is believed that due to the influence of the minister and his brother the incident was not reported in the media.
According to the information received, five women were Ms. Fatima, wife of Umeed Ali Umrani, Jannat Bibi, wife of Qaiser Khan, Fauzia, daughter of Ata Mohammad Umrani, and two other girls, aged between 16 to 18 years. They were at the house of Mr. Chandio at Baba Kot village and to leave for a civil court at Usta Mohammad, district Jafarabad, so that three of the girls could marry the men of their choice. Their decision to have marriage in court was the result of several days of discussions with the elders of the tribe who refused them permission to marry. The names of two younger girls were not ascertained because of strong control of tribal leaders in the area.
As the news of their plans leaked out, Mr. Abdul Sattar Umrani, a brother of the minister, came with more than six persons and abducted them at gun points. They were taken in a Land Cruiser jeep, bearing a registration number plate of the Balochistan government, to another remote area, Nau Abadi, in the vicinity of Baba Kot. After reaching the deserted area of Nau Abadi, Abdul Sattar Umrani and his six companions took the three younger women out of the jeep and beat them before allegedly opening fire with their guns. The girls were seriously injured but were still alive at that moment. Sattar Umrani and his accomplices hurled them into a wide ditch and covered them with earth and stones. The two older women were an aunt of Fauzia and the other, the mother of one minor. When they protested and tried to stop the burial of the minors that were plainly alive, the attackers were so angry that they also pushed them into the ditch and buried all alive. After completing the burial, they fired several shots into to the air so that no one would come close.
The minors were educated and were studying in classes from 10 to 12. They were punished for trying to decide about their marriages.
After one month the police have still not registered the case and it is difficult to get more detailed information. The provincial minister is so powerful that police are reluctant to provide details on the murder. When the AHRC contacted Mr. Sadiq Umrani, provincial minister, he confirmed the incident by saying that only three women had been killed by unknown persons. He denied his or his brother's involvement. He went on to say that the police will not disclose any information about the case as to do so now would be implicate themselves. However, concerned officers of two different police stations have confirmed the incident and explained that no one is providing any information. Also as they could not find the graves of the victims it is difficult to register the case. The victim's family members have since left the place and their whereabouts are unknown.
The alleged perpetrator, Mr. Abdul Sattar Umrani, the brother of the provincial minister, was also involved in murder of three persons, including one young woman, in January 2006. That case was similar in that a school teacher, Mr. Mohammad Aslam, was going with his lover in a taxi to a civil court to court marry. The perpetrators stopped them at Manjo Shori, sub district Tumboo, District Naseerabad and killed all three persons by gun fire. The dead included the taxi driver, Mr. Jabal Aidee. The police were unable to institute a murder case for five months until the intervention of Mr. Iftekhar Choudhry, the deposed Chief Justice of the Supreme Court and also the deputy speaker of Senate. But only one person was arrested and the perpetrator Abdul Sattar Umrani remained at large.
ADDITIONAL INFORMATION:
Every year in Pakistan hundreds of women, of all ages and in all parts of the country, are reported killed in the name of honour. Many more cases go unreported. Almost all go unpunished. The lives of millions of women in Pakistan are circumscribed by traditions, which enforce extreme seclusion and submission to men many of whom impose their virtually proprietarily control over women with violence. For the most part, women bear the traditional male control over every aspect of their bodies, speech and behaviour with stoicism, as part of their kismat (fate), but exposure to media, the work of women's rights groups and the greater degree of mobility have seen the beginnings of women's rights awareness seep into the secluded world of women.
But if women begin to exert these rights, however tentatively, they often face more repression and punishment: the curve of honour killings has increased parallel to the rise in the awareness in rights. State indifference, discriminatory laws and the gender bias of much of the country's police force and judiciary have ensured virtual impunity for perpetuators of honour killings. It is paradoxical that women who enjoy such a poor status in society and have no standing in family should become a focal point of a false and primitive concept of family honour, which they are accepted to uphold at the expense of their inclinations and preference in the matters of marriage.
Originally a Baluch and Pashtun tribal custom, honour killings are founded in the twin concepts of honour and commodity of women. Women are married off for a bride price paid to the father. There is no concept for girls to get marriage on their own choice and if it is found then, they are killed in the name of honour.
PAKISTAN: Bodies of the five women buried alive desecrated by the wild animals
The human remains of the five women who were buried alive in Balochistan province have been desecrated by the wild animals and the provincial government has done nothing to provide a decent burial for these victims of honour killings. The provincial government, through its home secretary, has denied the incident reported in the Asian Human Rights Commission’s Urgent Appeal, PAKISTAN: Five women buried alive, allegedly by the brother of a minister which may be seen at:
http://www.ahrchk.net/ua/mainfile.php/2008/2969/. The provincial government instead reported that three women were killed by unknown tribal men. However, the secretary of home affairs has not clarified in his statement as to how the women in question were killed, the whereabouts of their graves, who their relatives are and why a case of murder has not been filed by the victim’s family. Furthermore they have not explained as to why the police have not taken any action since July 18, the date of the incident. In fact, the secretary was completely silent on the incident until the issuance of the AHRC’s Urgent Appeal. In fact, the authorities have spent more time and effort in trying to identify those who provided the information of murders than they have in trying to identify the murderers.
The police officers of the Jafferabad district, Balochistan have not been taken to task for failing to investigate this horrendous crime, nor for their gross and criminal negligence in not arresting the culprits. They have not even taken the time to visit the area reported to the site of the murders.
The alleged perpetrator, Mr. Abdul Sattar Umrani, is the younger brother of the provincial minister for housing and construction and is moving about freely. He is pressurizing the activists of the opposition parties of the district to name those persons who provided the initial information of the incident to the AHRC.
Eye witnesses have reported that wild animals, including dogs are desecrating the bodies which have been partially uncovered. Villagers in the area are carrying out the grim task of collecting body parts and reburying them in the same area. The victims were two ladies and three young women between the ages of 16 and 18 whose only crime was wanting to marry the husbands of their choice.
The governments of Pakistan and Balochistan province appear to have no interested in solving this case and are simply relying on information provided by the local government officials who are protecting tribal and political leaders. The people of the area are being terrorized by these powerful tribal leaders who use the police as their personal thugs. According to media reports the women of the district are so scared that, after this incident, many families are refusing to send their girls to school.
It is the duty of the governments, both at federal and provincial levels, to provide protection to every citizen, particularly women from the tribal and inhuman customs against the fragile sections of the population. The government should start an enquiry into this incident in which five women were brutally buried alive. If nothing is done to bring the perpetrators to justice, honour killings, forced marriages and violence against women will become norms of the society and the powerful groups will unleash their atrocities on weakest sections of the society.
Prime Minister Syed Yousaf Raza Gillani should take a personal interest in this case and ensure that action is taken against the perpetrators, whether they are from his own party or ministers of his provincial government. The police officers who have failed to take action to investigate and arrest the perpetrators should be investigated and disciplinary action taken against them. As an initial and immediate action they should be transferred so that independent investigators may make an impartial inquiry. The government must immediately recover the bodies, conduct autopsies and DNA tests. The government should also search for the whereabouts of the family members of the unfortunate women who have left the area because of intimidation and threats from the perpetrators. And finally, the government must afford these poor unfortunate women a decent burial.
It is shameful that the government of a Muslim country allows body parts to be desecrated and lay scattered by the roadside without taking action. It is also very depressing to note that the provincial government of Balochistan is denying the incident in order to protect one of its cabinet members.»
[in Asian Human Rights Commission (AHRC)]
Para mais informação sobre a Marcha Mundial das Mulheres, uma organização global, consultar o sítio Marche Mondiale des Femmes.

10.9.08

mortes, honra, e direitos das mulheres

No dia um de Setembro o Guardian publicava uma notícia sobre a morte de três adolescentes no Paquistão, enterradas vivas numa zona rural. O crime foi este: tentativa de escolher livremente o marido. Os homens políticos daquela província, Baluchistan, defenderam aquelas mortes no seu parlamento (como é possível haver políticos destes, ali, ou noutra parte do mundo?), argumentando que a prática fazia parte do costume tribal deles. As raparigas, entre 16 e 18 anos, foram raptadas por um grupo de homens da tribo Umrani. Segundo a tradição tribal, os casamentos são arranjados pelos mais velhos, e quem os contraria tem assim pela frente a chamada morte por honra. Neste caso, uma outra forma de dizer crime contra a humanidade. Os direitos humanos das mulheres não são ainda nada tradicionais naquela parte do mundo. Alguém os/as ajude.

8.9.08

Brigit e Suzanne

Inaugura quarta-feira, dia 10 de Setembro, a exposição de joalharia de autor(as) na galeria Reverso das Bernardas. Birgit Laken e Suzanne Esser mostram ali as suas peças até dia 4 de Outubro.

Feira solidária

Nos dias 12, 13 e 14 de Setembro a zona ribeirinha do Montijo vai ser palco da Feira de Projectos «Juntos pelo Bem Estar e pela Solidariedade». Relacionada com a temática do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, a feira dará espaço para a convivialidade entre instituições e munícipes interessados/as em partilhar e trocar ideias, melhorar o conhecimento sobre as valências, projectos e programas locais e nacionais no domínio da saúde e da solidariedade social, fomentar o espírito de evolução e desenvolvimento, estimular enfim a complementaridade entre projectos e programas. A feira contará com actividades desportivas, gastronomia, workshops temáticos, música, folclore, dança e outros tipos de animação.

5.9.08

adeus snoopy


Soube-se na cidade das mulheres que o artista que deu voz a Snoopy morreu na Califórnia, nesta última terça-feira - José Cuauhtémoc Meléndez (n. México, 15.10.1916) iniciou a sua carreira em 1938 nos estúdios de Walt Disney, trabalhando em filmes como Pinóquio, Fantasia, Dumbo e nas animações de Mickey Mouse e Donald Duck, tendo participado igualmente na criação de Bugs Bunny, Daffy Duck e Porky Pig nos estúdios Warner Bros. No dealbar da década de 50 começou a colaborar com o criador de Snoopy, Charles M. Schultz, o que deu origem a mais de 60 episódios de animação de 30', quatro filmes e cerca de 400 anúncios. Adeus Snoopy.

Seminário transgénero

Decorre hoje e amanhã na Universidade de Amsterdão um seminário transdisciplinar intitulado «International Female Masculinities Seminar», destinado a investigadores/as e activistas dos estudos de género. O seminário decorre na Amsterdam School for Social Science Research e é de entrada livre. Aborda diversos temas - a representação da masculinidade feminina, identidade e subjectividade, o corpo, personificação, e saúde, sexualidade e violência, masculinidade feminina e relações com o mesmo sexo - contando com a participação de Anna Tijsseling (NL), Antonia Young (UK), Arianne Dessens (NL), Busi Kheswa (SA) Evelyn Blackwood (EUA), Saskia Wieringa (NL), entre várias outras presenças.

Louise

O trabalho da artista plástica Louise Bourgeois nascida em Paris a 24 Dezembro de 1911 - e que se mudou para Nova Iorque em 1938 - pode ser visto numa grande exposição retrospectiva no Guggenheim de Nova Iorque, que reúne obras de pintura, escultura, instalação, desenho, gravura realizadas entre 1940 e 2000. Até dia 28 de Setembro.
Na Foto: livro que reúne escritos, entrevistas, fotografias e desenhos, editado em 1998 por The MIT Press, Cambridge, Massachusetts, em associação com Violette Editions, Londres.

2.9.08

maria callas e che


Duas exposições, duas vidas, dois mitos. A não deixar passar em branco: «Che! Mito e Revolução», uma exposição organizada pela curadora e crítica de arte inglesa Trisha Ziff, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada (de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, até dia 7 de Setembro); e «Maria Callas - A exposição de Lisboa», comemorativa do cinquentenário da Traviata de Lisboa (1958-2008), organização da Fundação EDP e do TNSC, no Museu da Electricidade/Central Tejo, todos os dias excepto segunda, até 19 de Outubro.

Por todas nós

foto-cortesia de Mlle. Vi.  Paris, Museu Militar, junto à igreja onde está enterrado napoleão.