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A mostrar mensagens de Janeiro, 2009

Deste lado da história (VII)

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A Associação de Propaganda Feminista e a Primeira Eleitora


A Associação de Propaganda Feminista foi fundada em 12 de Maio de 1911 por Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Maria Irene Zuzarte, Maria Laura Monteiro Torres e Rita Dantas Machado, entre outras. Esta colectividade nasceu das divergências surgidas na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, potenciadas pela questão do sufrágio feminino.
Entre Novembro de 1910 e Maio de 1911, as feministas republicanas das duas colectividades empenharam-se activamente na propaganda do voto feminino, realizando conferências, escrevendo no jornais e entregando petições aos órgãos de soberania.
A nova lei eleitoral da República, publicada em 14 de Março de 1911, concedia o voto a todos os cidadãos portugueses, maiores de 21 anos, chefes de família que soubessem ler e escrever. As feministas, embora desiludidas por a lei não explicitar o voto feminino, decidiram aproveitar a ambiguidade da mesma e, considerando-se cidadãs de pleno direit…

Parabéns Germaine

Germaine Greer nasceu a 29 de Janeiro de 1939 em Melbourne, na Austrália. Mudou-se para a Europa em 1964, e doutorou-se na Universidade de Cambridge em 1968. A publicação do seu livro «The Female Eunuch»/A mulher eunuco (1970) gerou muito debate sobre os temas feministas e levou-a a assumir um papel de porta-voz do movimento feminista. O seu livro analisa a representação misógina das mulheres na sociedade, na arte e na literatura, e marca o início de uma crítica ao patriarcado. Em «The Whole Woman» (1999) Germaine observa o progresso da posição das mulheres nas sociedades ocidentais, desde 1970; em «The Boy» (2003), Greer explora o ideal icónico do belo rapaz atravéa da história de arte, avançando que a sociedade moderna reprimiu o seu conhecimento dos prazeres da pré-pubescência da forma masculina. Germaine Greer é, para além de académica, jornalista e critica literária. Escreveu também: «The Madwoman's Underclothes», uma série de ensaios, «Slip-Shod Sibyls: Recognition, Rejection…

Vestir a bata

No próximo dia 31 de Janeiro, entre as 10h e as 17h cerca de 350 investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) convidam o público a visitar os laboratórios e a conhecer os temas e as pessoas por trás da investigação científica. Num dia de homenagem a Charles Darwin e à Teoria da Evolução, podemos ficar a conhecer uma parte da investigação do ITQB. Através de exposições e conversas, poderemos saber mais sobre os primórdios da vida, explorar a diversidade das moléculas e dos organismos, e descobrir como funciona a selecção natural. Sábado é assim dia de vestir a bata e conhecer as técnicas que os investigadores usam para descobrir. E porque não participar num mural de arte e ciência e dar um novo uso às publicações científicas? Durante o «dia aberto» há visitas a alguns dos laboratórios: com os investigadores do ITQB este dia pode proporcionar uma viagem inspiradora. (Av. da República - Estação Agronómica Nacional, Oeiras).

Deste lado da história VI

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A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (III)

Com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, as feministas republicanas que militavam na Liga julgaram ter chegado o momento de apresentarem as suas reivindicações ao novo regime político.
Em 27 de Novembro do mesmo ano, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas entregou uma petição ao governo em que reclamava a revisão imediata do Código Civil, a lei do divórcio e o sufrágio feminino. Como correligionárias fiéis não quiseram dificultar a vida aos órgãos de soberania e, por isso, foram moderadas nas exigências, pedindo o voto apenas para algumas mulheres: comerciantes, industriais, empregadas públicas, administradoras de fortuna própria ou alheia, diplomadas, escritoras.
A reivindicação do voto apenas para as mulheres que pagassem impostos ou pertencessem à elite intelectual não agradou a todas as sócias da Liga, sendo este o ponto da discórdia que levou à divisão das feministas em duas facções: uma mais conservadora e minori…

Tina

«Look me in the heart», de Tina Turner, ou Anna Mae Bullock (Brownsville, Tennessee, 26.12.1939).

Deste lado da história (V)

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A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (II)

A ideia desta organização política e feminista, fundada há um século e apoiada pelo Directório do Partido Republicano foi lançada em 1908, assinalando-se a divisão entre as intelectuais monárquicas e republicanas adeptas da causa da emancipação feminina, apesar de terem agido conjuntamente em algumas iniciativas, nomeadamente, na petição a favor da legalização do divórcio. As monárquicas Domitila de Carvalho e Olga Morais Sarmento da Silveira serão as “baixas”mais importantes.
Em 1909, os corpos gerentes da «Liga» e da Revista A Mulher e a Criança, órgão de imprensa entretanto criado, são constituídos por Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo, às quais se juntaram Adelaide Cunha Barradas, Amélia França Borges, Ana Maria Gonçalves Dias, Camila Sousa Lopes, Fausta Pinto da Gama, Filomena Costa, Maria Benedita Pinho, Maria Veleda e Rita Dantas Machado. Maria Veleda, apesar de inseparável das três primeiras dirigente…

Deste lado da história (IV)

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A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas
Foi há um século, em 1907, que um grupo de mulheres instruídas e cultas fundou o «Grupo Português de Estudos Feministas», com o objectivo de difundir os ideais da emancipação feminina, fundar uma biblioteca e publicar estudos destinados a instruir e a educar a mulher portuguesa, a fim de melhor desempenhar as funções de mãe e educadora da sociedade futura. O «Grupo», dirigido por Ana de Castro Osório e que agregava intelectuais, médicas, escritoras e, sobretudo, professoras, teve uma existência efémera, mas ainda publicou alguns folhetos que reproduziam discursos, conferências e outros textos de autoria das principais dirigentes, preenchendo assim uma grande lacuna de leituras de teor feminista, acessíveis às mulheres portuguesas.
É em torno deste núcleo que se vai fundar a «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas». A ideia é lançada em Agosto de 1908 por Ana de Castro Osório e António José de Almeida e apoiada por Bernardino Machado e Maga…

«Alegria de viver»

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A cidade das mulheres recomenda: «Joie de vivre/Alegria de Viver» de Niki de Saint Phalle em Évora, inaugura hoje às 18h30, na Fundação Eugénio de Almeida.

Camões está de parabéns

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Começou por se chamar Junta de Educação Nacional (JEN), e estava integrado no Ministério da Instrução Pública. «A partir de uma vontade expressa nos primórdios da República Portuguesa, Bernardino Machado, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, iria defender o desenvolvimento do ensino e promoção no estrangeiro da Língua, História e Geografia portuguesas, propósitos ampliados e consagrados com a criação da Junta de Educação Nacional, em 1929.» Assim conta Simonetta Luz Afonso, presidente que hoje comemora o aniversário dos 80 anos da instituição. Quem primeiro o dirigiu foi Gago Coutinho. Depois de se chamar JEN, passou a Instituto para a Alta Cultura (IAC), entre 1936-1952, e após 1952 caiu o para e entrou o de, até 1976. Naquela data, foi extinto como IAC e criado o Instituto de Cultura Portuguesa (ICAP), que em 1980 ganhou mais um nome: Instituto de Língua e Cultura Portuguesa (ICALP). Em 1992 desapareceu o ICALP e foi criado o Instituto Camões, tutelado então pelo Ministério da …

Deste lado da história (III)

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A ideia de começar neste mês de Janeiro de 2009 a publicar textos que nos devolvem à história das mulheres na 1ªRepública vai ao encontro desta necessidade de dar a palavra às mulheres e de assim contribuir para dar a conhecer o trabalho das nossas antepassadas, mas também das nossas contemporâneas. Como refere Natividade Monteiro (investigadora cujos textos A Cidade das Mulheres agora acolhe), as mulheres foram, desde sempre, esquecidas e só há algumas décadas se sentiu necessidade de as incluir na História, se bem que elas sempre tenham feito parte dela, embora invisíveis e silenciosas, porque os critérios da historiografia eram outros, aliás hoje muito contestados. De salientar que nas Histórias ultimamente publicadas, as mulheres tornaram a ser esquecidas. Continuamos a ter uma História tradicionalmente masculina. Além disso, os Estudos sobre as mulheres, os de Género, ou História das Mulheres, não estão a ser incluídos em muito do que por aí publica. Incoerências. Na História que…

Parabéns Anabela

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Anabela Baldaque faz hoje anos e a cidade das mulheres canta-lhe assim os parabéns 'a você'. A criadora de moda começou nos anos 80 a desenhar roupa, criando a etiqueta «anabela baldaque» em 1988. Depois, co-fundou com um grupo de designers a galeria código, no Porto, um espaço de acolhimento de várias artes, e de vários designers, que haveria de fechar na segunda metade dos anos 90. Anabela tem desde Setembro de 2000 o seu próprio espaço, na rua Padre Luís Cabral, 1080, Porto, onde se vestem várias gerações de mulheres - as avós, as filhas e as netas. (O seu papel na moda em Portugal é contado em Cristina L. Duarte, 15 histórias de hábitos - criadores de moda em Portugal, Quimera, Lisboa, 2003).[Fotografia Rui Vasco/Arquivo ModaLisboa, Colecção Verão 2008]

Tema do dia

No contexto da Tomada de Posse de Barack Obama, Ruth Wilson Gilmore da University of Southern California, Los Angeles dáhoje uma Conferência intitulada «Regime-Change in the United States: What's Old and What'sNew in the Age of Obama?», pelas 16 horas, no Anfiteatro II, na Faculdade de Letras de Lisboa.

Vozes femininas

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No dia 21 de Janeiro, quarta-feira, pelas 18h, 21 de Janeiro, às 18h,na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Av.Berna, 26, Torre B, 7º Piso, sala de reuniões), da Universidade Nova de Lisboa, é apresentada mais uma sessão cultural Faces de Eva, Estudos sobre as Mulheres, com a comunicação Vozes femininas de uma guerra: uma outra memória da guerra colonial, por Margarida Calafate Ribeiro, Investigadora e Professora do CES – Universidade de Coimbra. [Na foto, imagem da capa da revista 20 Faces de Eva, 2008, cuja edição teve como tema Simone de Beauvoir].

Dias cinzentos (II)

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Dias cinzentos estes, em que os nomes que nos habituámos a ver e ouvir desaparecem deste mundo terreno. Ontem desapareceu João Aguardela, um dos músicos fundadores dos Sitiados, um grupo surgido em 1987, que cruzava o rock com a música popular portuguesa com resultados electrizantes e claro muito dançantes, para o que contribuía a introdução de instrumentos como o acordeão - quem não se lembra de ver a Sandra Baptista a tocar com grande dinâmica de palco o seu acordeão? Durante os anos 90 os Sitiados embalam numa onda muito viva, cruzando as raízes populares e atlânticas - do qual é primeiro sintoma o «Vida de marinheiro» - com a música de dança e depois com a tecno. Após o primeiro álbum «Sitiados», em 1991, gravam o seu segundo disco intitulado «E Agora?» (deu origem a uma T-shirt, cuja frente está na foto acima - da colecção de memórias da música popular portuguesa que guardo com carinho). João Aguardela, que faria 40 anos em Fevereiro, foi também mentor de A Naifa, com Luís Varatoj…

Dias cinzentos (I)

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No sábado passado desapareceu Tereza Coelho, um nome que sempre me habituei a ler, nos jornais, ou nos livros. De tudo o que ela foi, nome das letras, jornalista e crítica literária, escritora, editora, queria aqui salientar o seu papel na divulgação dos criadores de moda portugueses e portanto na interpretação das novas linguagens de moda que eram frescas no dealbar da década de 80.
Tereza Coelho escreveu com Assunção Avillez um dos livros - durante muito tempo o único - importantes para se estudar o fenómeno da moda em Portugal, já que inventaria os seus vários sectores/protagonistas, desde 1960, até aos anos 80, tendo sido publicado em Novembro de 1987, pelas edições Rolim.
Como conta Ana Salazar, «É nos anos 80 que surgem os primeiros jornalistas de moda, que vindos da área da psicologia ou da sociologia, oferecem um discurso inovador. É o caso de Alexandre Melo, crítico de arte no Expresso e de Tereza Coelho que escrevem vários artigos extremamente interessantes sobre o meu trabal…

«Escrever é uma ocupação muito solitária»

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No dia 16 de Janeiro de 1933 nascia em Nova Iorque Susan Sontag, distinguida com o Book Award em 2000, pelo romance histórico Na América, entre outros prémios. The Volcano Lover tornou-se um êxito em 1996. Apesar dos dois romances publicados nos anos 60, The Benefactor e Death Kit, Sontag tornou-se mais conhecida como ensaísta e crítica de cultura. Against Interpretation, primeiro publicado em 1966, é um marco nos estudos culturais, e veio a sedimentar a sua reputação como «nova intelectual». On Style e Notes on Camp («é-se atraída pelo Camp quando se compreende que a seriedade não basta») foram também importantes e inspiradores. A autora morreu a 28 de Dezembro de 2004. A revista Faces de Eva, edição 14 (2005), pela pena de Maria João Cabrita, tem um extenso artigo sobre Susan Sontag, «Com os olhos postos no mundo»: «Ensaísta e romancista, perfez o percurso intelectual na luta pela liberdade de expressão, os direitos humanos e a paz, tendo sido reconhecida como a intelectual american…

Deste lado da história (II)

As Mulheres Republicanas e a Educação - Parte II
Foi nos Centros Escolares Republicanos que se estabeleceu e fortaleceu o contacto, o companheirismo e a cumplicidade entre os chefes do Partido Republicano e as mulheres professoras, escritoras, médicas, intelectuais, empresárias e domésticas que aderiram aos ideais da República. Muitas delas eram mães, filhas, esposas ou irmãs de republicanos. Nos Centros, elas participaram nas reuniões, debates e conspirações do Partido Republicano contra a monarquia. Aí se delineava a propaganda e a acção a desenvolver nos jornais, nas conferências e nos comícios, tornando-se algumas delas brilhantes oradoras, como por exemplo Ana de Castro Osório, Maria Veleda, Virgínia Quaresma, Maria O’Neil, Maria Clara Correia Alves, Lucinda Tavares, entre outras.
Muitas das professoras republicanas não se limitaram a aplicar o modelo educativo da República, antes o desenvolveram com ideias e práticas inovadoras. Maria Veleda e outras pedagogas, inspiradas nas teor…

Outras cidades

Esta sexta-feira é lançado na Covilhã o livro «Cidade e Território. Identidades, Urbanismos e Dinâmicas Transfronteiriças», pelas 11h30, no Anfiteatro 7.20 - Pólo IV da Universidade da Beira Interior - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Introdução por Prof. Domingos Vaz (Coordenador/Autor), apresentação pela Prof.ª Isabel Guerra (ISCTE) e comentário ao livro pelo Prof. J. Carlos Venâncio (UBI). O livro contém 'olhares' teórico-analíticos diferenciados sobre a cidade e o território, em particular sobre os territórios de baixa densidade da Raia Central Ibérica. 'Olhares' vindos de especialistas de diferentes universidades (seis portuguesas e uma espanhola) e com origem em áreas científicas diversas e das artes - Sociologia, Economia, Geografia, Ciências da Comunicação, Literatura, Arquitectura e Urbanismo. Através de uma postura interdisciplinar realiza-se uma mais completa abordagem dos temas e dos problemas das cidades e dos territórios de um e outro lado da fron…

Deste lado da história (I)

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Hoje a cidade das mulheres vai começar a publicar uma série de textos da autoria de Natividade Monteiro sobre o papel das mulheres portuguesas na história, nomeadamente na história do feminismo em Portugal. Antecipando as comemorações do centenário da República (1910-2010), e com o titulo genérico «Deste lado da história», o texto seguinte, «As Mulheres Republicanas e a Educação » - Parte I foi originalmente publicado pela autora no jornal «Ecos da Marofa».
Foi sobretudo a partir de 1906 que as mulheres convertidas aos ideais da República ganharam cada vez mais visibilidade na imprensa conotada com o Partido Republicano e outros sectores liberais e democráticos, escrevendo, fazendo conferências e dedicando-se ao ensino livre. Por ensino livre entendia-se toda a rede de colégios particulares, escolas dos Centros Republicanos e outras que defendiam um ensino liberal, moderno e secularizado, livre da influência religiosa e clerical.
O ideal educativo republicano visava instruir, educar e …

In memoriam Lourdes Paes da Franca (III)

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Natividade Monteiro, professora de História, investigadora e mestre em Estudos sobre as mulheres, escreveu sobre Maria de Lourdes Paes da Franca (na foto), tendo entrevistado esta bióloga portuguesa para a edição 20 da revista Faces de Eva. Aqui na cidade das mulheres ela relata-nos como a conheceu e ficou amiga dela.
Ainda me lembro da primeira vez que toquei à porta da Maria de Lourdes Paes da Franca [1926-2009] para lhe fazer perguntas sobre a Maria Veleda. Foi em 2001. Iniciada a minha investigação com o objectivo de elaborar a minha dissertação de Mestrado, procurava desesperadamente alguém da família que pudesse dar-me informações sobre um eventual espólio que me ajudasse a conhecer melhor a professora feminista, republicana e livre-pensadora que se destacou no movimento feminista da primeira vaga.
Por intermédio do INIP/IPIMAR consegui o contacto de Maria de Lourdes, viúva do neto de Maria Veleda, Pedro Emílio Guerreiro da Franca, brilhante investigador na área da biologia maríti…

continua...

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fotografia: Rita Barros, «Presença da ausência», Pente 10, em Lisboa, Travessa da Fábrica dos Pentes, 10, Terça a Sábado, 15h-20h.

In Memoriam Lourdes Paes da Franca (II)

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A bióloga Maria de Lourdes Paes da Franca (n.Lisboa, 1926-2009) e Pedro Guerreiro da Franca, seu marido, chefe de Missão, e neto de Maria Veleda (professora feminista, republicana e livre-pensadora que se destacou no movimento feminista da primeira vaga), investigador na área da biologia marítima, com vasta obra publicada, com dois investigadores e o comando do navio Baldaque da Silva, numa das Missões de Investigação de Biologia Marítima nos mares das ex-colónias (1958).

Maria de Lourdes Paes da Franca e a tripulação do navio Baldaque da Silva (1958).

Em nome delas

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Faz hoje 101 anos que nasceu Simone de Beauvoir, a 9 de Janeiro de 1908. A revista Faces de Eva dedica-lhe a capa da sua edição 20 (Edições Colibri/ Universidade Nova de Lisboa). Como é hábito na revista deste grupo de investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, a sua estrutura editorial encerra várias secções, entre as quais «Pioneiras», onde são abordadas mulheres que se destacaram nas suas áreas de actividade profissional ou científica. Uma delas, Maria de Lourdes Paes da Franca (n. Lisboa, 1926-2009) deixou-nos no início do mês. Como escreve Natividade Monteiro - que a entrevistou em 2008 para esta revista - «Maria de Lourdes Paes da Franca foi a primeira bióloga portuguesa a entrar num barco da Armada, adaptado à investigação dos mares das ex-colónias portuguesas. Em 1958 não era permitida a estadia de mulheres a bordo de navios de guerra mas, devido à sua especialização, o seu nome foi superiormente proposto pela Junta de Investigação do Ultramar para integrar as e…

nozolino

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Inaugura hoje, dia bom e revigorante (de tão gélido), mais uma exposição. Desta vez, de Paulo Nozolino na galeria Quadrado Azul (Largo dos Stephens,4), ao Bairro Alto. «bone lonely» reúne 32 fotografias e intitula também o livro que será publicado brevemente por uma editora alemã.

Há 4

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São quatro os nomes reunidos numa exposição, a conhecer, a partir de hoje na galeria 111no campo grande, 113, em Lisboa. A cidade das mulheres recomenda: «A4», com Rigo 23, Ana Vidigal, Fátima Mendonça, Franscisco Vidal.

Teresa

A Cidade das Mulheres dá os parabéns à nossa cantora. Parabéns Teresa!
«Se todos fossem iguais a você»: Teresa Salgueiro & Septeto João Cristal.

«Prenda minha»

«Prenda minha», Caetano Veloso.

«A Voz Feminina»

Janeiro, 5, 1868: «Publicou-se em Portugal o primeiro jornal feminista. Dirigido por Francisca Wood, portuguesa casada com um inglês. "Não queiramos por mais tempo ser o que até agora temos sido - bonecas." Foram publicados 102 números. [in Agenda Feminista 2009, Coordenação de Luísa Paiva Boléo, Edição Umar]. Na maior parte dos seus editoriais, «A Voz Feminina - Jornal Semanal, Scientífico, Litterário e Noticioso» abordava aquela que era a matéria de divulgação primordial do periódico: os direitos das mulheres, a necessidade da sua educação e esclarecimento. Publicou-se entre 5 de Janeiro de 1868 e 26 de Dezembro de 1869.

Reunião global

Dia 31 deste mês de Janeiro, Londres vai receber uma reunião internacional de luta contra o sexismo e o racismo: «International Gathering of the Global Women's Strike and International Women Count Network, The Struggle against sexism & racism: an international comparaison». Até dia 8 de Fevereiro terão ali lugar vários eventos, entre os quais um ciclo de cinema. A seguir.

1893-2009

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A mulher mais velha do mundo era portuguesa, tinha 115 anos, nascida na Urqueira (Ourém), tendo trabalhado toda a sua vida activa na agricultura. À semelhança da escritora, jornalista e feminista Maria Lamas, também esta outra 'mulher do meu país', Maria de Jesus, nasceria naquele ano de 1893, vindo neste caso a atravessar três séculos! No ano do seu nascimento publicava-se ainda (entre outros periódicos), o Almanache das Senhoras, dirigido por Guiomar Torrezão.

Feliz 2009!

I feel like a child, Devendra Barnhart