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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2010

moda e república

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A dupla de criadores Storytailors (João Branco e Luís Sanchez) apresenta a sua colecção para o próximo Outono/Inverno dia 3 de Março, na semana da moda de Paris, na Chambre des Huissiers de Paris (17 rue Beaujolais), o que acontece no âmbito do Portugal Fashion International. Inspiração ou tema-chave deste novo trabalho: Portugal e a instauração da República, no centenário da mesma. Touché. Bravo!

finalmente domingo!

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querido diário...

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Prevenção da Violência de Género

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Encontram-se abertas as candidaturas para a Pós-Graduação «Prevenção da Violência de Género na Escola e na Família», Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto. O curso começa a 2 de Março e decorre até 17 de Dezembro de 2010.

à volta da joalharia contemporânea

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buster keaton

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este mês a cinemateca propõe, e bem, buster keaton. o ciclo de curtas dedicado a esse genial actor e realizador do cinema mudo já começou, mas prossegue amanhã, dia 18 (19h00), 22 (19h00) e 25 de Fevereiro (19h00), na Barata Salgueiro, em Lisboa.

bom carnaval

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paixão

Confundo os teus
olhos
no meio do pranto
como se o mar tivesse
subitamente subido
à tua face

«Paixão», Destino, III, in Maria Teresa Horta, Poesia Reunida, Dom Quixote, Lisboa, 2009.

feliz dia de são valentim

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Não posso adiar o amor...

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
não posso adiar o coração

António Ramos Rosa
(Faro, 1924)

Escolhido pela escritora Maria Alzira Seixo para a colecção «Os poemas da minha vida» (Público), o poema de ARR surgiu-lhe quando era estudante de liceu e foi nessa altura «como a expressão de muitas coisas importantes: a vida inadiável, a luta contra o tempo, a afirmação da liberdade e do amor, a luta pela justiça. É um grito de humanidade e de superação que guardei sempre comigo».

(e)namoro

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As leituras possíveis em dia dedicado ao enamoramento são muitas: aqui ficam três sugestões: poemas de W.H.Auden; Goethe; e uma compilação de receitas para apaixonados/as. Em baixo, uma conferência na próxima Quinta-feira sobre o amor como conhecimento, do ciclo Música em Contexto, na UNL.
Love as knowledge in Turkish music culture
Martin Stokes (Oxford University)

18 de Fevereiro 18h00
Auditório 2 – 3º andar Torre B
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - UNL
Av. de Berna, 26 - C

voltar a página, sintonizar, há traços no ar

Sobre «José António Tenente - Traços de União» temos várias sintonias possíveis neste sábado: Antena 3, 11h00-13h00, ou TVI 11h15. Jat News informa. Depois das criações de pronto a vestir, várias linhas paralelas, acessórios incluídos, agora que já tem o livro, e o perfume «Amor perfeiro», falta só o filme. Não me importo de fazer o argumento, qualquer coisa entre «caderno de notas sobre roupas e cidades» (o original de Wim Wenders sobre Yohji Yamamoto) e «o abcedário de Gilles Deleuze» (com Claire Parnet, antiga aluna do filósofo e jornalista). Bom, e depois destas linhas para descontrair, numa semana em que o mundo da moda ficou mais pobre, bom fds.

In memoriam Manuel Salazar

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Esta é a minha entrevista a Manuel Salazar feita no dia 29 de Novembro de 2001, enquanto eu preparava o livro sobre a criadora de moda, «Ana Salazar – Uma biografia ilustrada». Esta é também a minha forma de prestar homenagem sentida ao grande homem que estava ao lado de uma grande mulher. No showroom da rua General J. Celestino da Silva falámos sobre o seu papel na etiqueta e na carreira de Ana Salazar. O livro haveria de ser lançado pelas Temas & Debates em 2002.


Qual a função que desempenha na Ana Salazar?
È uma função de gestor, aliás é a continuação da função que sempre tive. Eu nunca fui mais do que um gestor. Podia acompanhar mais de perto a Ana em muitas coisas que estavam para além da minha função, mas esta manteve-se sempre.

Se eu lhe pedisse para fazermos uma visita ao passado, por onde é que o Manuel podia começar a viagem pela marca Ana Salazar?
Exactamente quando a marca começou. A marca Ana Salazar começa um pouco depois do 25 de Abril, não com o nome Ana Salazar, mas …

Alexander McQueen

Acabam de me dizer que a BBC está a noticiar que morreu Alexander McQueen. Arrepiei-me. Ele era um daqueles génios-criadores que está para a história da moda como outros que o antecederam e que lhe sobrevivem, mas era único. Dele fixei certa vez esta citação: «Eu não sigo as tendências. Crio-as». RIP Alexander McQueen.

«Contrastes»

Luiz Avellar trio, com Yuri Daniel e Alexandre Frazão, a 27.10.2009

Christophe Dejours e o laboratório de psicologia do trabalho e da acção

tudo jóia

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corpo sem limites

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Um olhar para as mulheres da (nossa) história (II)

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A agenda feminista 2010 tem edição de Faces de Eva Estudos Sobre a Mulher e UMAR. Fotografia da capa: Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, por altura do II Congresso Feminista e da Educação em 1928 (cedida por ICS – AHS). A fotografia foi publicada na revista Civilização, em Julho de 1930, e foi reproduzida em SILVA, Regina Tavares da, Feminismo em Portugal na voz de mulheres escritoras do início do século XX, Cadernos da Condição Feminina , Lisboa, 1982.
No primeiro plano: D. Maria Leonarda Correia da Costa, Dr.ª Isaura Seixas Marques, Dr.ª Tetralda Teixeira de Lemos (advogada), D. Maria do Céu Branquinho, D. Sara Beirão (escritora) e D. Rosa Pereira.
No segundo plano: D. Maria O'Neill (escritora), D. Angélica Porto (vice-presidente), Professora Beatriz de Magalhães e Dr.ª Adelaide Cabete (médica, presidente do CNMP). No terceiro plano: D. Fábia Ochôa, D. Luz Campos Santos, Madame Zoé Pereira, D. Mariana Assunção Silva, Dr.ª Elina Guimarães (advogada, vice-presidente CNMP), P…

Um olhar para as mulheres da (nossa) história

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Em semana de arranque das comemorações do centenário da República é boa altura para lançar um olhar sobre a história das mulheres em Portugal. Para além dos Estudos sobre as mulheres (cursos de mestrado na Universidade Aberta e na Universidade Nova de Lisboa/FCSH), e dos Estudos Feministas (Universidade de Coimbra), há que procurar valorizar aquilo que temos/somos e isso faz-se ao nível da memória histórica, também dos estudos de género, da sociologia, e da literatura, dos direitos humanos, bem como ao nível das variadas expressões artísticas, e do seu relevo ao longo do século XX. As mulheres da (nossa) história - muitas vezes cada uma per si entregue a uma revolução muito particular, não deixando por isso de contribuir decisivamente para a revolução colectiva, como foi o caso daquela de 5 de Outubro de 1910 - é o enfoque que quero aqui deixar para as próximas semanas (senão meses...), apresentando obras que vão ao encontro do futuro, essa nesga de tempo que insiste em fugir à nossa…