24.11.19

3 numa exposição / A L L in 3

A L L in 3


»The third show & party in the a l l  i n  series is happening this Saturday! 

This time my guests are two London based photographers who use and explore the photobook as the favourite format for their work.
paula roush mostly through msdm studio is a well established, leading practitioner and lecturer in the field, the author of mesmerising “photobookworks” and projects using both her own images and what she has termed “orphan images”. Without too much exaggeration, paula is one of the most knowleageable and exciting photoartists working with printed matter. In the show she will present images from her series ‘Paintball Field’, which juxtaposes old masks and rituals originary from the now desertified interior villages of central Portugal and contemporary forms of entertainment (paula’s image on the invite).
Pippa Healey is a relatively (hyper active) newcomer to the photography scene who has very quickly made an impression with her zines, which have been awarded with several prizes and are hold by important collections. Dealing with the difficult themes of grief, violence and loss, her subtle, pensive images easily take us on our own journeys to the moments we rather not remember to provide not grief but a surprising relief through the sharing of feelings which are mostly unspeakable. On Saturday she will present an installation based on her work titled ‘Don’t Come Looking for Me’, which deals with memory and the return of the repressed.
Because 3 is a magic number, I will be presenting a mural titled ‘One Month’, where i turn the camera inwards by surveilling an entrenched everyday habit.»

https://www.msdm.org.uk/a-l-l-i-n-3-healy-roush-oliveira/?fbclid=IwAR0sG1hdpJ5RHa5gA49992UPDwTpn6qMCeFUUgPnWnILlrjFX557nQvcaOg

http://www.andreiaoliveira.net/

https://www.pippahealy.com/about.php

17.10.19

Do Correspondente na Modalisboa SS 2020


Dino Alves


                                                              Gonçalo Peixoto


                                                fotos: mr dove

30.9.19

Da nossa correspondente na Irlanda




        Lavínia Fontana (Bolonha1552 - Roma 1614), portrait of a gentleman on armour

                                                 

                                                 Fotos: Miss Catita

26.9.19

25.4.19

Onde é que estavas no 25 de Abril de 2019?

entrei no metro. destino: avenida da liberdade. na plataforma, um homem encostado à parede. no chão. a ressacar. a pôr o sono em dia? a linha é vermelha. como os cravos. a bandeira que levo comigo é preta, como a dos anarquistas, que assim adoptaram a da fome. liga-me uma amiga - a autora destas fotos - estás onde? a caminho, disse-lhe. já aí vou ter - respondeu a ana. somos todas abril. mas também maio.



avenida da liberdade, com manu, luísa, julieta e paula.




Onde é que estavas no 25 de Abril? (II)

a caminho do liceu rainha dona leonor. presa numa carrinha. sem saber nada. de política e da vida, numa forma geral. tinha 12 anos. a minha irmã viria a nascer em 15 de Julho desse magnífico ano: 1974. para mim, a revolução foi esse nascimento, o da minha irmã. ela é muito mas muito mais à frente do que eu. por isso é que eu continuo no mesmo sítio e ela não.
viva o 25 de abril que há em nós. mas o maio também. amai-o.
cristina

24.4.19

Onde é que estavas no 25 de Abril?

  
«Num salão de cabeleireira, na Boavista. Era tudo uma agitação. Eu estava com uma cliente à espera da minha patroa; a cliente tinha um cão minúsculo que estava no sofá a comer um pastel de nata. O cão é que estava a comer a nata. A patroa nunca mais chegava e eu peguei no telefone para lhe ligar e já só se ouviam as conversa cruzadas. Fui aos escritórios que haviam lá no prédio perguntar se sabiam o que se estava a passar e eles disseram que era uma revolução. Foi tão giro, estava eu a começar a namorar com o meu amor.» Alice.

17.4.19

Diário de bordo de uma perda


I

A um mês e um dia de fazeres anos, deixas-nos. Sozinhas. Mais. Com quem vou eu agora 'partir' os meus assuntos? Com quem vou rir de tudo e de nada? Com quem vou desabafar sobre 'recursos humanos', imateriais ou emocionais? Com quem vou ser eu para ti? Com quem?
Eras única. Para mim. Estou mais pobre. Muito mais. Penso que a riqueza de uma pessoa se vê pelos amigos que junta a sua volta. Muitos e muitas no teu caso.
Tudo me dá vontade de chorar, olhar para o céu, pensar em nós, dos tempos de sociologia, às noitadas no bairro alto, a campanha anual das peras. Eduarda, companheira de sempre, se vires o meu pai, dá-lhe um abraço, 
Cristina

II

Passei Coimbra b. Vou ao teu encontro. Hoje, sem saber de nada, vesti-me com as calças axadrezadas que um dia me ofereceste. Estavam demasiado largas, disseste. Nunca fomos amigas de trocar roupa, números diferentes, mas de (nos) oferecer peças especiais. O teu amor pela roupa e gosto eram parecidos com os meus, embora tu te desfizesses mais facilmente da roupa. Sou muito ligada a tudo. Mas no campeonato do estar ligada, ganhas aos pontos no que toca Beatles. Temos de escolher uma música deles para o dia do teu funeral. Será assim que me despedirei de ti. Nunca soube que canção gostavas mais, estou agora a ouvir em tua memória Eduarda, strawberry fields forever ~

III

Eduarda, consigo olhar para o céu e não chorar. A paisagem está aliás a levar-me para o teu Alentejo, embora tenha acabado de passar o entroncamento. Efeitos do lugar...talvez, pensei em Alentejo porquê? É um bocado como aquele poema do Al Berto, digo mar e o mar entra-me pela janela. Pode obter-se o mesmo efeito com planícies. Olha, a senhora da voz off no comboio diz, 'next stop : Santarém'. Estamos também a aproximar-mo-nos da hora do lusco fusco. O que nós rimos um dia a propósito do empresário do lusco-fusco, encenado pelo gato-fedorento. Como é que vou viver sem ti e sem nos rirmos, uma com a outra, uma para a outra. Como, alguém me explica, como?  (
Em viagem, 16 Abril 2019)




Legenda: numa oficina de automóveis em Lisboa, num cenário realista, homenageava-se o dia do/a trabalhador/a, com o argumento da moda, numa produção para o semanário blitz. estávamos no final dos anos 80. com eduarda ferreira (na foto) e joão tabarra (o fotógrafo).