escrita olhares perspectivas críticas ensaios artes género feminismos sociologia moda
13.3.08
10.3.08
O estigma da transparência
O centenário do nascimento de Simone de Beauvoir (9 Janeiro de 1908) motiva esta revisitação ao seu percurso bio-bibliográfico: «um trajecto construído à imagem do existencialismo, em ruptura com os padrões sociais e morais coevos e que reflecte, sobretudo, o fardo da responsabilidade.» Maria João Cabrita é doutorada em História das Ideias Políticas (FCSH/UNL) e membro do Seminário Livre de História das Ideias e do Centro de História da Cultura. Entre outros ensaios, publicou «Com os olhos postos no mundo: a vigília de Susan Sontag (1933-2004)» (in Faces de Eva, nº 14, 2005, pp. 21-39), «A Ideia de Justiça em Antero de Quental» (Íman, 2002) e «Hannah Arendt: O Mundo da Pluralidade e a Banalidade do Mal» (in Faces de Eva, nº6, 2001, pp. 27-40).
Rota histórica
9.3.08
modalisboa - dia IV

A 30ª edição da Modalisboa termina hoje no casino estoril. O dia começa com o filme da fotógrafa Annie Leibovitz, «Life through a lens», e termina com o «Cascais moda». Durante a semana a cidade das mulheres irá seleccionar algumas das colecções desta maratona de moda, onde estão presentes 21 criadores, com etiquetas individuais ou colectivas.
8.3.08
modalisboa - dia III
As mulheres da modalisboa hoje são Ana Salazar, e Lidija Kolovrat (17h00). O dia de desfiles desta passerelle montada nesta 30ªedição, no Casino Estoril, começa entretanto às 14h00 com José António Tenente, «Add-Up» de Osvaldo Martins, Aleksandar Protich, Pedro Mourão, Luís Buchinho e Miguel Vieira (22h30). A sessão de cinema no auditório do casino, com entrada livre, é dedicada ao filme «Lagerfeld Confidential».
dia internacional da mulher
«As Mulheres do Darfur», na Biblioteca Operária Oeirense, uma exposição de fotografia, e sessão vídeo sobre o Darfur, com a participação também do Cramol, e do Grupo Coral Nova Esperança da Comunidade Terraços da Ponte.
7.3.08
«Nem mais uma!»
Com esta campanha procuramos denunciar a ineficácia do sistema jurídico, a insuficiência de recursos e a consequente desprotecção daquelas que fogem das suas próprias casas, como única forma de escapar à violência dos seus parceiros.
Não podemos mais silenciar ou tolerar esta situação no nosso país. Exigimos que personalidades com visibilidade e responsabilidade política tenham intervenções no sentido de reforçar os direitos das mulheres e de sensibilizar a sociedade portuguesa para a violência contra as mulheres em geral e contra a violência doméstica em particular.
Exigimos que se tomem medidas concretas para uma efectiva segurança das mulheres, e suas crianças, vítimas de violência doméstica. Exigimos uma avaliação do impacto das alterações aos Códigos Penal e Processual que retiraram às polícias e ao Ministério Público o seu papel contentor do agressor, desprotegendo mulheres e crianças.
Exigimos que as mulheres vítimas de violência doméstica deixem de ser refugiadas no seu próprio país. Sair de casa, abandonar emprego e escola, abandonar as suas comunidades e cortar os laços afectivos não pode ser a única forma de proteger as vítimas do agressor.
Apelamos a que usem, sempre que uma mulher for assassinada pelo seu (ex-) parceiro, a braçadeira concebida pela Marcha Mundial de Mulheres durante um dia, em sinal de denúncia pública. Porque a violência contra as mulheres é uma forma de opressão grave, com sérias repercussões para toda a sociedade, queremos pôr fim a isto!
No passado dia 22 de Fevereiro – Dia Europeu da Vítima – a Marcha Mundial de Mulheres enviou uma carta ao Presidente da República, ao Primeiro Ministro, ao Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, à Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, ao Procurador-Geral da República e aos grupos parlamentares apelando-as/os a usar da sua visibilidade política e mediática para sensibilizar a sociedade portuguesa para a violência contra as mulheres em geral, em particular a violência doméstica.
(Comunicado de imprensa da Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres)
E-mail: ilga-portugal@ilga.org; Website: www.ilga-portugal.pt;
AJP – Acção para a Justiça e Paz
E-mail: ajp@ajpaz.org.pt; Website: ww.ajpaz.org.pt
AMCV – Associação de Mulheres Contra a Violência
E-mail: sede@amcv.org.pt; Website: www.amcv.org.pt
UMAR – União Mulheres Alternativa e Resposta
E-mail: umar.sede@sapo.pt; Website: www.umarfeminismos.org
modalisboa - dia II

6.3.08
«Rota dos feminismos»
Dia 7 de Março
Porto (Praça junto aos correios)
Melgaço (Câmara Municipal)
Caminha (Largo Pêro Vaz de Caminha)
Viana do Castelo (Praça da República)
Braga (Biblioteca da Universidade do Minho)
Famalicão (Central de camionagem)
Porto (Pç. D.João I)
Dia 8 de Março
Porto (Praça junto aos correios)
Vouzela
Viseu
Coimbra (Parque verde)
Santarém (Praça do municipio)
Évora
Dia 9 de Março
Beja
Serpa (Centro de formação da rota do Guadiana)
S. brás de alportel
Setúbal
30 razões para acompanhar a modalisboa

Quinta, 6 de Março, a partir das 18h30, o filme Portugal OFFashion, com conceito da artista plástica Joana Vasconcelos e realização de Joana da Cunha Ferreira e Cláudia Varejão;
19h00 - Dino Alves
20h00 - Ricardo Dourado
21h00 - Pedro Pedro
22h30 - Filipe Faísca
Sexta, 7 de Março
19h00 - Katty Xiomara
20h00 - Ricardo Preto
21h00 - Alexandra Moura
21h30 - «Frankie» (França, 2006), de Fabienne Berthaud
22h30 - Alves / Gonçalves
Sábado, 8, Dia Internacional da Mulher
14h00 - José António Tenente
15h00 - «Add. Up», de Osvaldo Martins
16h00 - Aleksandar Protich
17h00 - Lidija Kolovrat
18h00 - Ana Salazar
19h00 - Pedro Mourão
20h00 - «Lagerfeld Confidential», Rodolphe Marconi
21h30 - Luís Buchinho
22h30 - Miguel Vieira
Domingo, 9 de Março
15h30 - Nuno Gama
16h30 - Nuno Baltazar
17h30 - «White Tent»
18h00 - Lara Torres
18h30 - «AForest»
3.3.08
In memoriam Maria Gabriela Llansol

Quando se deseja alguém, como tu desejas Infausta, e ela deseja Johann, é o seu lugar cénico que se deseja, os gestos do texto que descreve no espaço e chamar-lhe precioso companheiro; de mim, direi que fui uma vez enviado, trouxeste a frase que nunca antes leras, o meu corpo a disse, e não reparaste que ficaste com ela escrita.»
Maria Gabriela Llansol (1931-2008), Lisboaleipzig 2 (1994).
Na foto, uma das suas últimas obras, Amigo e Amiga - curso de silêncio de 2004, publicada pela Assírio & Alvim (Lisboa, 2006).
