awaytomars modalisboa outono/inverno 19/20
escrita olhares perspectivas críticas ensaios artes género feminismos sociologia moda
10.3.19
9.3.19
10.2.19
Muito mais do que o nome, o conceito: mazurca
Sara é caranguejo. Nasceu a 14 Julho de 1985, em Lisboa. Bióloga, da especialidade evolutiva e desenvolvimento, fez o Mestrado no Instituto Gulbenkian de Ciência (2013) e chegou a dar início ao doutoramento. Se o projecto de investigação sobre simbiose foi, por um lado, adiado, por outro foi consumado em projecto comercial.
Foi acontecendo...
Sara precisava de um trabalho imediato. A dada altura, foi
trabalhar para a Ajuda, numa retrosaria onde já tinha feito workshops de tricot e costura. Esteve por lá seis meses, ao mesmo tempo que
fazia formação em modelagem.
Com o Pedro, seu companheiro, também ele biólogo, começou a
desenvolver sacos para os clientes do negócio da cerveja artesanal que ele
tinha. Desta joint-venture, cerveja-tecido-desenho,
numa aventura que tem tanto de pessoal, como de familiar, nasceu o gosto pela
criação de peças têxteis.
Hibridae: alguém
falou em insectos?
As espécies hermafroditas estão na génese de uma colecção,
criada com Claúdia Alemão. Conheceram-se a estudar o linho e decidiram criar a hibridae há dois anos. Estiveram nas oficinas do saber fazer, em
Matosinhos, e deitaram mãos à obra, neste caso, ao linho. Semearam em Março,
colheram no São João. Daqui à Mazurca, uma ideia de estamparia, foi um passo.
Sacos, bolsas, outros acessórios e, não exactamente bragais, mas alguma roupa
de casa. As aliadas da marca são duas
incríveis mulheres, a D.Ilídia (Cabeceiras de Basto) e a D.Dores (Ponte de
Lima). A primeira domina e faz ‘a solo’ o ciclo da lã (preparação, fiação e
tecelagem) num fuso português. Já a D.Dores domina o ciclo do linho, trabalha muito
e tem um negócio familiar.
São tecidos que me
apaixonam, o linho e a lã. O amor com que são feitos transborda para a
mazurca. Numa loja talvez perto de si (icon, rua nova da trindade, Lisboa).
27.1.19
31.12.18
O portefólio de Andreia ~ histórias de encantar (II)
As ilustrações que dão cor à alma do conto do Oscar Wilde, The Fisherman and His soul (que pertence a um conjunto de contos - The house of pomegranates) são feitas por Jessie King. O portefolio de andreia tem dentro histórias de encantar. E também este filme.
Bom ano GILT!
O portefólio de... a n d r e i a (I)
26.12.18
«eu sou uma aprendiz de feiticeira»
Em 2019 esta aprendiz de feiticeira vai voltar aos céus de Berlim, para continuar a laborar a sua etiqueta como autora. Na bagagem leva os dois estágios feitos em Lisboa, primeiro com Isilda Pelicano, durante o curso da Esmod, e com Alexandra Moura (pós-curso). Os conceitos caros que circulam via Gilt são: reciclagem, sustentabilidade, slow fashion. A cidade das mulheres quis saber das suas fontes inspiradoras e, para além da mãe, Anabela, e da avó Natalina, que inspiram Andreia desde sempre, temos as amigas, nomeando uma em especial, Cristina Lains.
Amanhã, deixamos aqui um brilhante álbum de fotografias, by Gilt.
Feliz 2019 para todas/os.
Amanhã, deixamos aqui um brilhante álbum de fotografias, by Gilt.
Feliz 2019 para todas/os.
21.12.18
Peace silk
Os materiais e fornecedores da Gilt passam pela Índia e Inglaterra. Todos respeitam as normas do GOTS (global organic textile standard). Pequenas fábricas, grandes exemplos, neste modo de trabalhar de uma forma sustentada. Quanto aos fios tricotados que descobrimos nesta colecção de estreia em terras portuguesas, são elaborados pela «Rosarios4», fábrica em Miradaire. Mas nem todas são de origem lusa.
«Só consigo trabalhar assim. É importante fazer peças com significado, que apelem às pessoas emocionalmente, que tenham bom corte e sejam confortáveis.»
Das várias peças que co-habitam na Icon (Rua Nova da Trindade), em Lisboa, destaco duas feitas de chiffon, que sobram dos saris, do fornecedor inglês (yarnyarn) que acompanha comunidades de mulheres.
até amanhã!
«Só consigo trabalhar assim. É importante fazer peças com significado, que apelem às pessoas emocionalmente, que tenham bom corte e sejam confortáveis.»
Das várias peças que co-habitam na Icon (Rua Nova da Trindade), em Lisboa, destaco duas feitas de chiffon, que sobram dos saris, do fornecedor inglês (yarnyarn) que acompanha comunidades de mulheres.
até amanhã!
20.12.18
«Gilt», história de um novo nome
Deambulando através de possíveis caminhos...a chegada a Gilt (o mesmo que ermen ou hermen) foi feita via apelido materno Mendes, nome que deriva do visigótico Hermengilt, significando 'sacríficio'. Contudo, outras acepções da mesma palavra, levam-nos para acabamento dourado, ou ainda uma coisa alva e brilhante. Como esta colecção de estreia, «Healing».
O ponto de partida de Andreia sempre foi o material. A sua escolha é tão política como pessoal: materiais orgânicos, sustentáveis, fibras naturais. É importante que os tecidos sejam naturais, provenham de pequenas fábricas, onde se trabalhe de uma forma sustentada. Onde são elas... e com quem trabalha a Gilt? Não percam os próximos capítulos...
19.12.18
As asas do desejo de Andreia
Andreia formou-se em Lisboa e depois Berlim. Primeiro, frequentou o curso de Psicologia Aplicada, no ISPA, depois ingressou na conceituada escola francesa de moda Esmod, desta feita em Berlim, onde fez uma licenciatura em design de moda.
Desde o secundário que queria trabalhar em moda. Mas foi preciso mudar-se de armas e bagagens para Berlim, para cumprir esse sonho. Agora está em Lisboa, mostrando a sua primeira colecção pós-curso, na Icon shop, mas também algumas peças da colecção de finalista, onde mostrou 16 peças, numa série chamada «Like a flower tossed on the waves», atravessada desde logo pelo desejo de reivindicar para a (sua) moda um ritmo mais lento, tornando-se um dos nomes que segue (ou lidera?) a slow fashion. Baseada no conto «Fisherman and soul» de Oscar Wilde, Andreia desenhou então uma colecção de Primavera/Verão 2016, que, já em Portugal, vestiu a praia da Adraga. (Esta história tem continuação).
Cristina L. Duarte
8.12.18
6.11.18
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