23.3.17

Instantes

                                                                         Momentos instagrama-me:  mr rosário no portugal fashion, cordoaria, gola da noite manuel alves/josé manuel gonçalves, ontem às 21h30. 



































Last Nite




A noite passada... foi assim, na Cordoaria, com Alexandra Moura (Colecção «Cá e Lá») a viajar imaginariamente no tempo e no espaço até Timor-Leste  e Indonésia.




Colecção Outono/inverno 2017/18, apresentada no interior do calendário do Portugal Fashion, que continua no Porto.

16.3.17

Momento cardinal


                               À entrada para o desfile de Nadir Tati na modalisboa
                                      
                                     momento instagrama-me: mr #

13.3.17

«Boundless», Modalisboa Outono/Inverno 2017/18


                                  
Sangue Novo, Carolina Machado, Change: «A paleta de cores, inspirada nas casas cubo em Roterdão, é composta por branco, mostarda, caqui e preto. Nos materiais destacam-se o veludo, a malha risca de giz, a lã e a popelina.»




                                         





Dino, manual de instruções faça você mesma




Valentim Quaresma




Nadir Tati



momento cardinal, e todos os momentos instagrama-me by mr rocks.





Dino (auto)didacta lança manual de instruções

Dino Alves apresentou ontem a sua colecção para o próximo Outono/Inverno e na sua mala para essas estações trouxe, por ordem de entrada, em cena uma performance de moda (uma das coisas que Dino faz melhor, entre outras), crítica social, comédia, e, finalmente, uma espantosa colecção, com muito patchwork de ideias, histórias (só cada tecido já conta uma!), com efeito máximo! Ora, aqui, estou a analisar como critica de moda mais do que como jornalista (que já não sou). Os desfiles das colecções de Dino sempre me encantaram por serem momentos de 'catarse' etno-antropológica. O que quero dizer com isto? Dou um exemplo: há uns anos, algures já na década de 2000, Dino apresentou uma colecção de saias, calças, com chapéus e outros atavios, tudo em preto, típico na cultura portuguesa, incluindo ainda a urbana-existencialista, com manequins em tronco nu na passerelle, eles e elas. Foi uma manifestação de igualdade de género ou pura exibição? Depende da leitura. Depende do tempo. Depende da afirmação que se quer fazer. Por mim, tirei-lhe o mesmo chapéu (o da igualdade). 
Ontem: a crítica social a toda uma classe jornalistica que emoldura qualquer passerelle que se preze foi feita ao jeito de intervenção teatral, numa rábula interpretada por uma dupla de peso, constituída pelas actrizes Maria Rueff e Ana Bola. Foi só rir. Um pouco longo, mas isso é um pormenor. Rir faz bem e espanta os males. Os males de quem faz roupa e empresta roupa, em vez de vender (porque lha pedem emprestada para os 'eventos', as 'galas'... and so on). Antes da entrada das actrizes, um grupo alargado de manequins entrou na passerelle dentro de capas fechadas (de guardar roupa no armário), com uma abertura de fecho apenas suficiente para respirar. O efeito de cabides ambulantes, com roupa vestida, cabides com pernas portanto, teve grande impacto visual, na penumbra, onde todos estávamos mergulhados. A realidade é a mesma quando há sombra, mas o sol quando nasce é para todos. Well done Dino. Love.

Cristina L. Duarte    

11.3.17

Último acto (III)

MODALISBOA, FASHION SHOWS
CCB | GARAGEM SUL

DOMINGO, 12 MARÇO

15H00 PATRICK DE PÁDUA | LAB

16H00  DUARTE | LAB

17H00 CHRISTOPHE SAUVAT

18H00 VALENTIM QUARESMA

19H30 DINO ALVES

20H30 NADIR TATI

21H30 NUNO GAMA


momento instagrama-me by mr dove.

O partir da loiça (II)


                                              Momento instagrama-me, by CD.

Segundo acto - O partir da loiça

Enquanto oiço XX, «I thought I had you on hold», refaço os acontecimentos passados e próximos. Uma história das emoções (aliada maior para fazer uma sociologia das emoções) poderia aqui ser minha aliada na reconstituição dos factos. Mas a música e a espuma dos dias diz-me que é melhor avançar, mudar de página, escrever outro capítulo da vida (na minha história de vida).

Ontem movimentei-me entre o público que acorre à modalisboa, nesta edição instalada no CCB, que é um bom spot para ver passar as modas, evidentemente. Mas ainda antes, quinta-feira, aterrei numa sala para assistir às conversas rápidas (not so fast, talks), e retive intervenções de relevo, entre as quais destaco a de Brigitte Stepputtis, («my boss is Vivienne Westwood»), onde fiquei mesmo interessada num livro da boss, chamado qualquer coisa como «Diaries of VW». Espectáculo! Então não é que esta abreviação do seu nome me levou a outra mulher, já desaparecida, mas com muito estilo: Virginia Woolf! Só agora constatei isto mesmo, quando tanta gente já deve ter chegado primeiro que eu a esta coincidência entre as iniciais da punk designer e da feminista escritora. Uma escreve / discursa através da roupa, inconformada, a outra através das palavras, inconformadas. Volto às conversas para destacar este projecto «Fashion revolution» de Carrie Somers, no qual me revejo e me situo, mesmo como investigadora. A ver em linha ó comunidade de pesquisadoras/es de estudos de moda.

Num outro compasso, quase sem espera, voei para a garagem sul, onde se realizam a maior parte dos desfiles desta edição «boundless» (sim, sim, também sou uma mulher sem fronteiras ; ) e assisti ao desfile do Sangue Novo, cuja primeira edição teve como vencedora Maria Gambina (onde andas tu ó designer da minha eleição?). Entre os/as jovens designers vencedores/as (Rita Afonso, Alexandre Pereira, ambos com menções honrosas que lhe garantirá a presença no próximo concurso) o prémio maior, Sangue Novo, foi para.... tchraaaaan, João Oliveira. Resta deixar aqui expresso, porque não público, que a minha preferência residiu na primeira proposta em passerelle, Rita Carvalho, que me surgiu, como uma designer na linha de Alexandra Moura (influenciada por, inspirada por?). Mas também colheu a minha simpatia Liliana Afonso, com uma proposta para uma série a que chamo 'sofisticado não te rales', mulheres vestidas e bem, mas com aquele toque desalinhado e contra-corrente de que eu gosto. Resumindo, as que eu gostei mais não ganharam nada. A oeste nada de novo. Estou nesse grupo.


Finally. Finalmente. Amanhã lá estarei de novo. Dino merece(-o). Gostava de conhecer a Nadir Tati, mas não tenho convite. Mas quem tem boca vai a roma, neste caso à modalisboa. A fechar o cartaz, o ciclo, este texto enfim, Nuno Gama. Há seis meses, a sua colecção Primavera/Verão para homens bem vestidos, foi apresentada no Museu de Marinha. O desfile terminou no exterior do museu, com os manequins a partir a loiça. Chegou a altura do segundo acto, com destino Outono/Inverno. É verdade: houve quem apanhasse os cacos ... Refiro-me objectivamente aos pratos partidos pelos manequins no final do desfile. Dentro de momentos, segue um destes cacos.

 

Cristina L. Duarte


9.3.17

O prazer de exibir

Está aberta a chamada para comunicações no simpósio sobre a política da moda nos museus, a realizar-se na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 15 de Maio, em Lisboa, com organização do Centro de investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design (CIAUD), Faculdade de Arquitectura - Universidade de Lisboa, e do Instituto de História Contemporânea (IHC), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa. Serão oradores principais:

DONATELLA BARBIERI
Lecturer and PhD supervisor, founder of the MA Costume Design for Performance, London College of Fashion - University of the Arts London, UK. 
ULRICH LEHMANN
Associate Professor in Interdisciplinary Design and Arts,The New School, New York, USA.

O valor da participação é de €30, e para estudantes €15. As propostas para participar devem ser enviadas até 29 de Março, e as respostas às propostas serão enviadas até  4 Abril.



FROM THE PLEASURE OF PRESERVING TO THE PLEASURE OF DISPLAYING

«The recent rise of the blockbuster fashion exhibition has underpinned a renewed interest in the topic of garment curation and preservation, encouraging academics from emerging disciplines, such as museum studies and fashion studies, as well as established institutions, to re-evaluate the presence of fashion in the museum. This increasing institutional and curatorial interest has led to a new research dynamics centered around the museum as an agency that can broaden and deepen our understanding of fashion. New museological approaches tend to use fashion to increase institutional appeal, by focusing on strategies that prompt new understandings of the history of apparel and a critical approach towards its presence in museums, and to reflect an institutional desire to contextualise and integrate fashion into specific social and economic historical circumstances. This symposium will focus on the challenges, possibilities and multidisciplinary aspects involved in the exhibition of fashion in a museological and curatorial context. We welcome proposals for papers and presentations that explore the following themes from diverse perspectives and approaches, by researchers and practitioners, as well as by practice-based researchers.

Submissions may focus on, but are not limited to, the following topics:

• The relationship between the museum, time and the public display of fashion
• The garment as a museum object, but also as an emotional and narrative medium
• What do we preserve and why do we do it when we bring garments into the museum?
• The relationship between the written word and the displaying of fashion, including catalogues and accompanying books
The convergence of artefact-based research and theoretical approaches
• Interdisciplinary good practice in displaying/exhibiting
• The use of oral history in museum research and displaying
• The imagined public. To whom is fashion curation addressed?
• How can fashion engage visitors and on what levels?
• Fashion and the ideology of the moment
• From ‘stage' to museum: the aura of a garment
• Fashion and the gaze of the other
• The image archive: fashion in pictures, paintings and films

Scholars and researchers from all related academic and practice-based fields and are invited to submit proposals. The conference will be held in English.
We invite researchers and practitioners to send us their proposals by Wednesday 29 March 2017. Participants will be notified by Tuesday 4 April 2017.
Presenters wishing to submit a proposal for a paper presentation of 20 minutes (max.) are required to provide their name, email address, the title of the paper, an abstract (300-350 words), 5 key bibliographical references, 5 keywords and a short biography (100-150 words) to: museum.fashion.politics@gmail.com ».