18.5.16

Amanhã, e depois


Começa amanhã o colóquio internacional «Penetrable / Traversable / Habitable: Exploring Spatial Environments by Women Artists in the 1960s and 1970s».

O colóquio pretende explorar, numa perspectiva transcultural, a mobilização do espaço no trabalho de mulheres artistas ao longo das décadas de 1960 e 1970, com um enfoque particular na criação de ambientes.
As diversas características destas obras, os seus diferentes modos de funcionar em articulação com um público participante e as suas várias inscrições estéticas, culturais e políticas, sugerem a necessidade de pensar colectivamente, e no âmbito de uma história da arte de orientação feminista, novas categorias exploratórias para a sua apreensão.
O colóquio contará com a participação, enquanto keynote speakers, de Catherine de Zegher, Directora do Museu de Belas Artes de Gante, na Bélgica – curadora da exposição Inside the Visible: An Elliptical Traverse of Twentieth-Century Art in, of, and from the Feminine no Institute of Contemporary Art de Boston em 1996 – e de Jenni Sorkin, Professora Auxiliar de História da Arte Contemporânea na Universidade da Califórnia-Santa Barbara, autora do livro Live Form: Women, Ceramics and Community (University of Chicago Press, 2016) e co-curadora da exposição Revolution in the Making: Abstract Sculpture by Women, 1947 – 2016 apresentada na galeria Hauser Wirth & Schimmel em Los Angeles em 2016.
A discussão vai envolver um conjunto de historiadoras/es de arte e curadoras/es cujas apresentações irão explorar uma grande variedade de práticas de mulheres artistas, nas quais o espaço desempenha um papel determinante.
Uma iniciativa conjunta do Archives of Women Artists, Research and Exhibitions (AWARE) em Paris e do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o colóquio é presidido por Camille Morineau, anteriormente curadora das colecções contemporâneas no Museu de Arte Moderna/Centro Pompidou em Paris.
AWARE é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é reintegrar as mulheres artistas do século XX na História da Arte.


16.5.16

Poema (II)


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado

nem na polpa dos meus
dedos
se ter formado o afago

Sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras

sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado

minha raiva
de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda


POEMA SOBRE A RECUSA 
in "Minha Senhora de Mim", Maria Teresa Horta

13.5.16

Poema


Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele 
do sorriso

Sufocar 
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso.

Maria Teresa Horta, «Morrer de amor», Destino


 

7.5.16

Pernas para que vos quero





















Foto: Gigi (Instalação de Collants, no Palais de Tokyo, Paris, 2016)

3.5.16

ParabénZ!

«The velvet underground - a New York stravaganza», Paris.

Edifício de Norman Foster.





oh My Hero(in)

2.5.16

arte & ciência (social)

Guy Bourdin
(Exposição em Paris)
Foto: gigi












Managing hypersexuality in British engineering: conceptualising women’s micro adjustments and exploring their career consequences

Wednesday 4th May 2016
2.00-3.30 pm, 2.214, Warwick Business School, UK

Dulini Fernando, IRRU and OHRM, Warwick Business School


Social theorists have argued that the body, in religion, law and medicine, is a sexualised body and an erotic site constructed and shaped through language and meanings (Cregan, 2006: 61). The ‘normal’ organizational body, however, possesses neither sexuality nor a gender (Acker, 2003). Although apparently gender-less, researchers maintain that this body is implicitly masculine (Collinson and Hearn, 1996; McDowell, 1997).  It is thus the female body alone that is seen as introducing the burden of gender and sexuality into the workplace. From a career point of view,  excessive sexuality associated with female bodies (see Barker and Duschinsky, 2012; Watts, 2010), is deeply problematic because it conflicts with notions of technical competence (Gutek, 2013; Gallos, 1989) and makes it difficult for female workers to build relationships with colleagues – both of which are crucial to career building (King, 2004a).

Research has shown how female bodies are associated with inappropriate sexuality, danger, volatility and disruption to the normal operation of the organisation (Acker, 1990; Kenny and Bell, 2011; Sheppard, 1989). However we have limited understanding of how women manage such hypersexualisation (Barker and Duschinsky, 2012) or of its implications for careers. Reporting on a study of the career experiences of women engineers in the UK, this paper addresses these limitations. Our study is based on petroleum, mechanical and automotive engineering.  These are interesting sectors in which to examine women’s career experiences because they continue to be significantly male dominated and highly masculine, in contrast to more feminised branches of engineering such as civil and chemical engineering (Engineering UK, 2014). Our findings highlight a variety of micro political adjustments women make which coalesce into three broad approaches. We discuss the career implications of each, and highlight their potential for both change and continuity in the prevailing gender order. We draw on our findings to develop a theory of ‘respectable femininity’. We argue that respectable femininity is the dominant form of hegemonic femininity in contemporary male dominated work settings, and that this maintains the prevailing gender order through women engaging in self-regulation and intra-gender policing that significantly compromises career building activity. We provide insights into an implicit but powerful ideological barrier which potentially constrains women’s career progression. We highlight the implications of our findings for those charged with managing women’s careers in engineering and more widely. 

Women! By Seydou Keita