17.5.20

A memória, as emoções e a moda






estávamos em Maio, numa oficina de automóveis em Lisboa, num cenário realista, homenageava-se o dia do/a trabalhador/a, com o argumento da moda, numa produção para o semanário blitz. era final dos anos 80, a roupa de produção era 'retro', bem ao gosto daquela década. com eduarda ferreira (17.05.1963-16.04.19) e joão tabarra (o fotógrafo). não há um dia em que não pense em ti, maria eduarda. agora só se partir o telemóvel a tentar ligar para o céu...





                                 A Moda Ilustrada, Um de Maio de 1890

16.4.20

Para um regresso ao futuro muito pessoal






«Nestes dias, em que o isolamento voluntário é um ato cívico, ficar em casa também pode ser um momento de diversão e criatividade. Associando-se a diversos museus por todo o Mundo, o Museu Nacional do Traje propõe um desafio, para todas as idades, que pretende dar a conhecer as suas coleções.

Inspire-se nas diferentes visitas temáticas virtuais e nas coleções de traje e acessórios disponibilizadas em  https://artsandculture.google.com/partner/national-museum-of-costume-in-portugal

Crie uma toilette original e divertida, com o traje e acessórios do seu guarda-roupa, inspirada nos estilos e tendências de moda de outros tempos.

Partilhe nas suas redes sociais, usando o #MuseuTrajeemcasaviagemnotempo
e identificando o Museu Nacional do Traje @MuseuNacionaldoTraje.

Não se esqueça… para que possamos ver a sua criação, tem de a partilhar (público).

Participe até 14 de Maio e os primeiros 15 lugares selecionados terão direito a uma visita guiada aos bastidores do Museu, em data a combinar posteriormente.» [MNT]



29.3.20

De Betty Boop ao #MeeToo

Betty Boop, de « poo poo pee doo » à #metoo Un documentaire drôle et pédagogique consacré à la célèbre pin­up animée des Studios Fleischer ARTE VENDREDI 27-22 H 20 DOCUMENTAIRE P in­up mythique et femme émancipée. Depuis ses premières apparitions dans des dessins animés en 1930, grâce au talent de pionniers, les frères Fleischer (Max et Dave), jusqu’à la « une » du New Yorker le 27 novembre 2017 en plein scandale Harvey Weinstein, Betty Boop est toujours pimpante et iconique. La garçonne sexy, désirée par les hommes et admirée par les femmes, combattait déjà les harceleurs dans les années 1930. Elle donnait, à travers ses aventures, une image de femme active et indépendante. Ce documentaire à la fois drôle et pédagogique, adoptant une réjouissante tonalité fé­ ministe, dresse aussi, à travers Betty Boop, une histoire de l’Amé­ rique et des rapports entre hommes et femmes. En donnant la parole à des créateurs inspirés par ce personnage, comme les stylistes Chantal Thomas et Jean­Charles de Castelbajac, le réalisateur Steve Moore ou la productrice Lili Zanuck, et en adoptant un montage dynamique mêlant extraits de dessins animés, témoignages et mises en perspective, ce documentaire rend un bel hommage à la pétillante Betty, à son amour du jazz et de la bringue. « Personnage militant » Betty Boop vit seule, entourée d’hommes qui veulent la possé­ der. Ce personnage de femme libre collant parfaitement à l’époque rencontre un succès fulgurant dès 1930, en se heurtant, à partir de 1934, aux puritains scandalisés par son comportement et à la très influente et catholique Ligue pour la vertu. « Le personnage de Betty Boop incarne la féminité, la modernité. Elle a été pensée comme un personnage militant », résume Jean­Charles de Castelbajac. Si août 1939 marque déjà la fin de ses aventures, après une centaine de films mis à l’écran par les Studios Fleischer, son aura ne va pas disparaître pour autant. Cette reine du merchandising, célébrée au Japon, devient l’égérie de grandes marques. Celle qui s’était distinguée dès 1933 dans un dessin animé en repoussant les avances d’un harceleur sur son lieu de travail reviendra sur le devant de la scène avec la fameuse « une » du New Yorker : l’illustration signée Barry Blitt montre un minuscule Harvey Weinstein, de dos, ouvrant son peignoir devant une immense Betty Boop dégoûtée et perplexe. Quatre­vingt­dix ans après, cette femme libre a encore du travail.  alain constant Betty Boop for Ever, de Claire Duguet (Fr., 2 020, 52 min). 

In LE MONDE 27.03.2020

28.2.20

inês (IV)

há prazer na despedida? 
não, é a evitar mesmo, 
até sempre inês, obrigada

claire inês cristina
eu sou 
mim,

a menina da rádio não sou eu


                                           este é o meu postal para ti, maria inês meneses
                                                                     sempre a dançar
                                                                         take on me

canções que os corações pedem ~ a inês (III)

a experiência da escrita a acompanhar a menina da rádio: precisamos de saber, nós, a tua comunidade de ouvintes onde e quando te podemos sintonizar...pleaaaaase, para a semana? lol
ai os beatles os beatles... trazem-me de volta a maior fã de todos os tempos que eu conheci: a eduarda. sabia tudo sobre eles, nas festas dela punha sempre beatles a dada altura da noite, e lá vinha toda uma lição, fugaz, para não chatear ninguém, sobre os beatles. é a primeira vez que escrevo sobre ela e não choro. estou a melhorar. preciso sair rapidamente deste parágrafo, para não borrar a pintura (qual pintura?).



Not the Last... o primeiro dia do resto da tua vida, inês (II)

Abriste com arcade fire, no cars go... que não te vás embora sem saber que geraste uma imensa comunidade de ouvintes, todos diferentes todos iguais, mas atenção, todos com os ouvidos postos em ti, porque a tua voz (nos) merece, a tua música que é de todos também. Agora já estou a dançar, ‘por incrível que pareça’, that’s life maria inês.
Sobre arcade fire: outra amiga, socióloga, deu-me a conhecer os arcade. Depois, fui ao concerto deles (um dos) e encontrei o zé pedro , naquele festival que é só marcas à volta. O palco era um grande cenário de teatro, com cortina cor de vinho e candelabros gigantes. Que este seja o teu cenário, magnífico, como tu. Não te esqueças de nós, e conta-nos depois onde andas, por mim, desde que eu a tenha, apanho-te na grande rede.
Daqui a nada tenho de sair e continuar a ouvir-te aí sim na rádio do carro, como quase sempre acontece. Não, não vou levar rímel, então ao volante o perigo é duplo, as lágrimas são perigosas na condução, por causa da visibilidade....
Duarte pinto coelho chama-te a ninfa do douro, absolut begginners não é, cada um no seu tempo mas unidos através deste poderoso meio que é a rádio. Sabes inês, preciso de escrever para digerir o que está a acontecer. a vida, a mim, transcende-me, e tudo é muito sentido, posso dizer-te aqui que o meu próximo livro, primeiro de ficção, se chama exactamente assim: «sinto muito», história de uma rapariga que sentia tudo muito.
Claro que a canção do bowie leva-me também para aquela manhã em que ao ouvir a sua música na tua emissão, pressenti, só isso é tanto, que ele tinha desaparecido. Confirmou-se. Foi através de ti, ao volante, que eu soube isso. Mais um dia de perigo ao volante, não pelo efeito do rock’n’roll, mas mais tears’n’roll.

Cativarás sempre os teus ouvintes, estes, e os próximos. Agora tenho de fazer uma pausa.

27.2.20

~inês~

esta emissão da radar hoje é no fundo como todas as outras de Inês Maria Meneses: uma maravilha. mas nesta em particular só (me) dá vontade de chorar. como dizem que não dá para deixar cair água no teclado, vou ter de resumir o texto. obrigada Inês por toda a companhia que me fizeste (a mim e a toda a gente que te ouve). és mais nova do que eu (toda a gente é... menos a minha mãe : ) mas vais direitinha à música de que eu gosto, porque já a ouvi tanto, mas também porque há tantas canções que não conheço mas quando 'tocadas' por ti, passam a ser minhas também. obrigada Inês pela companhia que me fizeste enquanto eu escrevia a minha tese de doutoramento. agradeço - te e a toda a radar, claro. nunca estive por isso realmente sozinha enquanto escrevia, dia após dia, num bairro que agora a rádio okupou! okupas tardios, bolas. obrigada Inês, porque vou continuar a ouvir a radar. espero o melhor para ti, para todos/as. como é que a música tocada na radar me transforma, emociona, me toca como ninguém, não dá para descrever. a rádio é a verdadeira dama de companhia, a vossa especial. obrigada inês, o meu chapéu com a devida vénia, agregadora, pertence-te,

16.1.20

Smal Talk (II)

Small talk. Adoro street fashion. É isso, moda de rua. Uma adolescente com kispo de padrão camuflado e com capuz orlado a pelo comprido, rosa, bem como zona do fecho. Uma mulher na rua, estava bem vestida de forma clássica e tinha cabelo ao vento, enfrentando a chuva. Lembrei-me de mim, assim descontraída. Saudades,





13.1.20

Small Talk

Small talk, à porta de certo prédio: - bom dia. - está um dia horrível, já são 10h e continua o mesmo nevoeiro. Fiquei a pensar. Calada radiante por mergulhar neste dia de nevoeiro, que adoro, desde os tempos do liceu, quando eu e a Cristina (a amiga genial) chegávamos ao liceu d.leonor quase de madrugada e fazíamos tempo para a primeira aula, andando e conversando à volta do pátio. Small talk,



2.1.20

Maria Emília


Quando conheci a Maria Emília Stone já ela era professora há muitos séculos... tive a graça de a apanhar na cadeira de O tempos das mulheres, na então pós-graduação (2004/05) de Estudos sobre as mulheres (hoje um mestrado, cada vez com mais alunas), na NOVA FCSH. Dentro e fora da aula, Maria Emília era uma mulher divertida, por isso escrevo assim neste tom.mas não posso deixar de dizer que fui apanhada de surpresa há poucos minutos: uma das investigadoras de Faces de Eva desapareceu ~ os meus sentimentos a todos os amigos e família. Foi graças a ela que aterrei num século XIX em Portugal cheio de mulheres a escrever na imprensa, mesmo que sob pseudónimo. Fiquei fã de uma Antónia Gertrudes Pusich, filha de um general austro-húngaro, e primeira mulher a dirigir e a ser proprietária de um jornal (feito mais do que único em Portugal), a «Assembleia Literária». Gostei de a ter conhecido. Maria Emília e eu ríamos das mesmas coisas. 

Em 2006, tão inspirada por mulheres assim, deu-me para criar um blogue, ainda a vogar, a cidade das mulheres, onde comecei por publicar alguns dos trabalhos escritos para algumas disciplinas. O início do texto que fiz para O Tempo das mulheres fica aqui; querendo, é ir entrando nas publicações seguintes.

24.12.19

Conto (contigo) no Natal

Natal aproxima-se como se fosse um aparelho a fazer-se à pista. A angústia da aterragem é sempre a mesma. Os que já partiram, há muito ou há pouco tempo fazem(me) falta. Ontem entrei numa igreja na rua Garrett e lá estavam as figuras no presépio, entre outras que povoam a fé humana. O menino estava ao colo e não nas palhinhas deitado, parece que só hoje o colocam em modo berçário, percebi isso através de um amigo que também ontem entrou naquela igreja, outra hora. Também vi a santa Rita de Cássia, santa das causas impossíveis (não serão todas?). Mas a que me impressionou ontem mais foi a das dores, com um punhal espetado ... Para (o)sentir basta ter coração. Voltando ao ponto de onde parti, a floresta de onde saiu esta árvore e o avião que me vai levar deste texto para fora: saiu das mãos do Adelino, para pousar no ramo desta árvore de Vina. Festas felizes.

cristina l. duarte




16.12.19

Alguém chamou?

Chamada de artigos para o Congresso da EASA (European Association of Social Anthropologists). Painel 0150Fashion: uses and practises of clothing on a moving world.