31.3.12

hoje

Dia Global de Acção da campanha BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções

contra o Estado israelita,

contra o roubo de terra e de água ao povo palestiniano

acção de solidariedade

16h30 no Largo de S. Domingos

pelo direito dos palestinianos à liberdade de movimentos,

pelo direito a cultivar as suas terras, a frequentar as escolas,

pelo direito aos cuidados de saúde e ao emprego

contra o muro de apartheid

Mais de 40 acções em 20 países.

21.3.12

A nossa casa é a casa da poesia


A nossa casa. Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...


Florbela Espanca, A nossa casa, Sonetos

amanhã é dia G

Às 16h, a Manifestação promovida pela Plataforma 15 de Outubro tem saída do Rossio e destino para São Bento. A Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e a UMAR lançaram, a nível nacional e europeu, um Protesto Feminista Anti-Austeritário que foi divulgado publicamente a 8 de Março - Dia Internacional das Mulheres, contando já com 127 subscrições individuais, de 16 países, e 61 subscrições colectivas de 18 países. O apelo que pode ser subscrito individualmente ou colectivamente até dia 8 de Abril - enviar um e-mail para mmmulherespt@gmail.com e os seguintes dados: Nome, ocupação, país, forma de contacto preferencial (Subscrições individuais); Nome da organização, país, forma de contacto preferencial (Subscrições colectivas).

19.3.12

Eu, Agnés, Teresa e Cléo ;)

Logo às 20h30 no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF) passa o filme «Cléo de 5 à 7»/ Duas horas na vida de uma mulher. Apareçam no cinemulheres! (CCIF, UMAR, Rua da Cozinha Económica, Alcântara, Lisboa)

13.3.12

pensar o género como árvore

agenda contra a violência

Entre os dias 12 e 17 de Março, decorre um conjunto de actividades de angariação de fundos, promovida pelo Grupo de Investigação n.º6 A Moderna Diferença do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL). O objectivo é ajudar associações que apoiam vítimas de violência doméstica, tais como a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

8.3.12

mulheres abraço(vos)

partY !




oito de Março (VI)

Em Lisboa
Pelas 18h30, flash mob nas traseiras da Assembleia da República. Amanhã, às 21h30, Festa Feminista na Galeria Zé dos Bois.

EmSines
De manhã, no Largo dos Galegos e Mercado Municipal: “Vozes no Feminino”, em colaboração com a Biblioteca Municipal e a Escola das Artes de Sines. Dramatização emblemática, na perspectiva de género, sobre mulheres que marcaram a história. Às 15h30, na Tenda no Parque Desportivo Municipal João Martins (ex-IOS): Enquadramento histórico-político do dia 8 de Março. Participação no lanche-convívio promovido pela CMS e recolha de testemunhos de mulheres do concelho. Iniciativas no âmbito da Semana da Igualdade de Género em Sines, do Projecto BIIG - Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género.

Em Braga
Em Braga, a UMAR participa na performance "ObjeSSão", às 16h do dia 10 de Março, frente à esplanada da Brasileira/Casa dos Crivos.

No Funchal
Na Madeira, a UMAR celebra o 8 de Março com um jantar/ tertúlia de homenagem ao dia das Mulheres, pelas 19.30horas, no restaurante Pizaria "La Carbonara". A 7 de Março, o núcleo realizou uma acção pública no largo do Chafariz pelas 16.30 horas.

No Porto
O Projecto “Mudanças com Arte II” (UMAR) realiza acções de sensibilização: uma na Rua de Santa Catarina (10,30-12h) e outra no Centro Social do Amial (15h- 16, 30h). Estas acções visam alertar, informar e consciencializar a população para a celebração do dia, com várias actividades, chamando a atenção para o drama da violência e da desigualdade de género.

Bicicletada do Dia das Mulheres, 11 de Março, 10.30h, Castelo do Queijo (Foz, Porto). Organização da Marcha Mundial das Mulheres.

oito de março (V)

7.3.12

oito de março (IV)


Pelas 18h30, o Instituto Cervantes recebe a autora de El tiempo entre costuras, María Dueñas, um best seller em Espanha, é uma história sobre Sira Quiroga, uma jovem estilista impulsionada pelo destino face a um arriscado compromisso no qual o padrão, os tecidos e as artes do seu ofício transformar-se-ão na fachada de algo bem mais turvo e transcendente. Sob esta trama esquemática tecem-se múltiplas leituras transversais que convertem a leitura ao mesmo tempo, num romance de superação pessoal, um romance colonial, um romance de amor, um romance de conspirações históricas e políticas, e um romance de espionagem.

oito de março (III)

oito de março

Marcha Mundial das Mulheres - declaração de 8 de Março

Neste 8 de Março, nós, as mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, seguimos marchando, resistindo, e construindo um mundo para nós, os outros, os povos, os seres vivos e a natureza. Nossas acções continuam enfrentando embates com o paradigma mortal do capitalismo, com suas falsas soluções para as crises e com a ideologia fundamentalista conservadora.

Vivemos uma crise do sistema capitalista, racista e patriarcal que, para se sustentar, impõe brutais “medidas de austeridade” que obrigam a nós, os povos, a pagar por uma crise que não provocamos: são cortes nos orçamentos de todos os serviços sociais, diminuição de salários e de pensões, estímulo à guerras e avanço da mercantilização de todas as esferas da vida. Nós, as mulheres, pagamos o preço mais alto: somos as primeiras a ser demitidas e, além das tarefas domésticas mais habituais, somos obrigadas a assumir as funções antes cobertas pelos serviços sociais. Tais medidas carregam o peso da ideologia patriarcal, capitalista e racista e são expressão de políticas de incentivo para que voltemos ao mundo privado, ao mesmo tempo que estimulam o avanço da prostituição e da venda das mulheres, o aumento da violência contra nós, o tráfico e as migrações.

Denunciamos a contínua imposição de acordos de livre comércio, que tentam transformar os bens comuns como saúde, educação e água em mercadorias, e aprofundam um mercado de exploração da mão de obra barata nos países do Sul. Recusamos a cultura do consumo que empobrece mais as comunidades, gerando dependência e exterminando as produções locais.

Nos solidarizamos com as mulheres em luta na Europa, especialmente na Grécia mas também em Portugal, Galiza, Estado Espanhol, Itália e Macedónia, que se estão organizando para resistir à ofensiva neoliberal e retrógrada promovida pelas instituições financeiras e políticas, e seus próprios governos, a serviço dos interesses das corporações transnacionais. Nos solidarizamos também com todas as mulheres do Sul que enfrentam a fome, a pobreza, a superexploração do trabalho e a violência, mas que seguem construindo sua resistência.

Denunciamos o avanço da militarização em todo mundo como estratégia de controlo dos nossos corpos, vidas, movimentos e territórios. A militarização garante o neocolonialismo, o novo saque e apropriação do capital sobre os recursos naturais e a manutenção do enriquecimento da indústria armamentista frente à crise. Constatamos com temor a ameaça de retorno do militarismo e do autoritarismo como valores na sociedade em diferentes países ao redor do mundo, como: no Oriente Médio, na Tunisia, Líbia e Egito, onde as mulheres e os povos continuam em luta contra todo tipo de ditadura fundamentalista e por uma verdadeira democracia; na Palestina onde as mulheres lutam contra o colonialismo e o sionismo; em diversos países Africanos – como em Senegal onde o governo se utiliza da força do exército por interesses eleitorais, ou no Mali onde grupos armados aterrorizam a população civil em sua luta pelo controle da região norte; em Honduras, México, Guatemala e Colômbia onde há processos de re-militarização; e em diversos países em Ásia-Oceania onde a presença das tropas militares dos Estados Unidos está sendo reforçada.

Nos solidarizamos com as mulheres e os povos em resistência e luta em todos os territórios que estão em guerra, sob controlo militar e em risco de serem controlados, ou aqueles que vivem os impactos nefastos da presença militar estrangeira. Apesar disso, nós, mulheres, continuamos defendendo nosso território, corpo e terra da exploração dos exércitos regulares e irregulares, estatais e privados.

Denunciamos a estratégia coordenada dos meios de comunicação globalizados que buscam revigorar dogmas e valores conservadores, e que põem em risco as conquistas e avanços das mulheres em todo o mundo.

Os espaços de participação são fechados, o protesto é criminalizado, e o direito a decidir sobre nossos corpos é cerceado. Nossa autodeterminação reprodutiva está ameaçada onde a conquistamos, como, por exemplo, em diversos países da Europa (como Portugal e Espanha) e da América do Norte, nos quais o aborto é legalizado, mas este direito é atacado na prática por cortes dos orçamentos públicos que têm como alvo os hospitais e os serviços de interrupção da gravidez. Em muitos outros países, como na América Latina e vários países da Ásia-Oceania, as mulheres que abortam seguem sendo criminalizadas, como no Brasil, Japão e Vanuatu. No México, o aborto é legalizado no Distrito Federal e criminalizado no resto do país. Nas Honduras, a pilula do dia seguinte foi proibida. Na Nicarágua, o aborto mesmo em situações de risco de vida para a mãe ou em casos de estupro se torna um crime através de uma Reforma Constitucional. A Rússia segue este exemplo com a primeirda dama à frente de campanhas para proibir o aborto em qualquer situação. Grupos auto-intitulados “pró-vida” defendem na realidade a morte das mulheres, insultam a nós e às profissionais de saúde na América do Norte, pressionam o parlamento para rever a lei na África do Sul e impedem qualquer discussão no Paquistão.

Nos solidarizamos com todas as mulheres que seguem lutando e enfrentando conflitos com a polícia, o Estado e o poder judiciário injusto, bem como com aquelas que enfrentam a violência que sofrem.

Frente a estas situações, estamos nas ruas, temos alternativas que já estamos construindo e vivenciando. Reiteramos que seguiremos nos fortalecendo, a partir de nossos corpos e territórios em resistência, aprofundando nossos sonhos de transformações estruturais em nossas vidas e marchando até que todas sejamos livres!

Fazemos uma chamada à articulação de nossos movimentos e às alianças com os outros movimentos sociais, pois só assim construiremos um mundo em liberdade.

Em todo o mundo, 8 de março de 2012


5.3.12

noites mil...

No 90º aniversário de Pasolini passa dia 6 Março, às 22h, no Teatro do Campo Alegre, no Porto, a adaptação da obra clássica da literatura árabe «As mil e uma noites», que foi apresentado no festival de Cannes em 1974, recebendo o Grande Prémio do Júri.

Levada a leilão, a escrava Zumurrud escolhe o inexperiente Nuredin para seu dono e fica encantada por ter de o iniciar sexualmente. Nessa noite, ela conta-lhe a história de uma aposta feita entre Haroun-al-Rachid e a rainha Zobeide que juntaram um rapaz e uma rapariga para ver qual dos dois se apaixonava primeiro pelo outro e então demonstrar que esse é o sexo mais fraco. Na manhã seguinte, a infiel Bassum droga Nuredin e rapta a escrava para a devolver ao seu anterior proprietário. Uma amável mulher arranja maneira do enraivecido Nuredin recuperar a sua amada, mas ele adormece no encontro e Zurrumund é levada por um dos quarenta ladrões. Graças ao seu charme ela torna-se a líder dos ladrões e acaba por conseguir fugir chegando a uma grande cidade onde o seu aparecimento representa o cumprimento de uma profecia. Levada por um homem, Zurrumund é coroada “rei” e “casam-na” com Hiyat, a filha do sacerdote supremo. A escrava revela à esposa a sua identidade, ao mesmo tempo que tenta encontrar uma forma de atrair Nuredin à cidade...

Pier Paolo Pasolini (n.Bolonha, 5.3.1922-f.Óstia, 2.11.1975)

2.3.12

hoje

A Professora Flávia Biroli (Universidade de Brasília, Brasil) dá uma conferência na FCSH/UNL, pelas 16h (aud.2, torre B).

A análise da presença de mulheres e homens no noticiário brasileiro nos anos recentes mostra que as primeiras são ora invisíveis, ora têm sua presença associada a estereótipos de gênero. O que se encontra, no entanto, não é a discriminação em suas formas explícitas, mas a preservação de padrões relacionados à divisão sexual do trabalho. A exposição da vida familiar e afetiva, assim como o destaque à aparência e auto-apresentação, constroem a exterioridade do feminino em relação à política. Esse quadro tem impacto para a atuação política das mulheres, ao mesmo tempo que é alimentado por sua subrepresentação na política e por formas atuais da divisão do trabalho político.

Flavia Biroli é professora adjunta do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), onde ocupa actualmente os cargos de vice-directora do Instituto e coordenadora da Pós-Graduação em Ciência Política. Coordena também o Grupo de Estudos sobre Democracia e Desigualdades e é editora da Revista Brasileira de Ciência Política. É pesquisadora do CNPq. As suas pesquisas e publicações estão concentradas nas áreas de media e política, género e teoria política.

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