21.4.17

20.4.17

Feel Like Me

O mundo tal como o conhecemos ou o que fazer com todo este papel liberto qual vulcão



Anastasia Ax «The world as of yesterday», ontem, em Lisboa, no pavilhão branco, Museu da Cidade, BoCa. À performance deu lugar a instalação visitável até dia 30 de Abril.









































o festival BoCa vai terminar com Jenny Hval, no Lux-Frágil. «Sem modéstias, Jenny Hval é um milagre absoluto da experimentação pop. A afirmação soará forte, mas nunca tanto quanto o vigor do trabalho da artista norueguesa. Vinda de um meio performativo, a palavra e o som são moldados à luz de uma linha conceptual que tanto tem de apocalíptico quanto de esperançoso.»

Os Projectos/ The Projects (II)




Apresentação do livro do arquitecto Alberto Souza Oliveira, ao centro nas fotos em cima, no Teatro do Bairro, em Lisboa.  A equipa Uzina Books. Joana Falcão e José Manuel das Neves, em baixo.

14.4.17

Mulher atingida


"En plein coeur"

André Edouard Marty (1882-1947) foi um dos primeiros artistas do estilo Art Deco, ao produzir ilustração e desenho para teatro, cinema, cerâmica e joalharia. Era desenhador da Gazette, e colaborou também com outras publicações: Modes et Manières d'Aujourd-hui, Fémina, e na América colaborou com a Vogue e a Harper's Bazaar.

Gazette Du Bon Ton; pochoir (técnica) 1922 Art Déco 




23.3.17

Instantes

                                                                         Momentos instagrama-me:  mr rosário no portugal fashion, cordoaria, gola da noite manuel alves/josé manuel gonçalves, ontem às 21h30. 



































Last Nite




A noite passada... foi assim, na Cordoaria, com Alexandra Moura (Colecção «Cá e Lá») a viajar imaginariamente no tempo e no espaço até Timor-Leste  e Indonésia.




Colecção Outono/inverno 2017/18, apresentada no interior do calendário do Portugal Fashion, que continua no Porto.

16.3.17

Momento cardinal


                               À entrada para o desfile de Nadir Tati na modalisboa
                                      
                                     momento instagrama-me: mr #

13.3.17

«Boundless», Modalisboa Outono/Inverno 2017/18


                                  
Sangue Novo, Carolina Machado, Change: «A paleta de cores, inspirada nas casas cubo em Roterdão, é composta por branco, mostarda, caqui e preto. Nos materiais destacam-se o veludo, a malha risca de giz, a lã e a popelina.»




                                         





Dino, manual de instruções faça você mesma




Valentim Quaresma




Nadir Tati



momento cardinal, e todos os momentos instagrama-me by mr rocks.





Dino (auto)didacta lança manual de instruções

Dino Alves apresentou ontem a sua colecção para o próximo Outono/Inverno e na sua mala para essas estações trouxe, por ordem de entrada, em cena uma performance de moda (uma das coisas que Dino faz melhor, entre outras), crítica social, comédia, e, finalmente, uma espantosa colecção, com muito patchwork de ideias, histórias (só cada tecido já conta uma!), com efeito máximo! Ora, aqui, estou a analisar como critica de moda mais do que como jornalista (que já não sou). Os desfiles das colecções de Dino sempre me encantaram por serem momentos de 'catarse' etno-antropológica. O que quero dizer com isto? Dou um exemplo: há uns anos, algures já na década de 2000, Dino apresentou uma colecção de saias, calças, com chapéus e outros atavios, tudo em preto, típico na cultura portuguesa, incluindo ainda a urbana-existencialista, com manequins em tronco nu na passerelle, eles e elas. Foi uma manifestação de igualdade de género ou pura exibição? Depende da leitura. Depende do tempo. Depende da afirmação que se quer fazer. Por mim, tirei-lhe o mesmo chapéu (o da igualdade). 
Ontem: a crítica social a toda uma classe jornalistica que emoldura qualquer passerelle que se preze foi feita ao jeito de intervenção teatral, numa rábula interpretada por uma dupla de peso, constituída pelas actrizes Maria Rueff e Ana Bola. Foi só rir. Um pouco longo, mas isso é um pormenor. Rir faz bem e espanta os males. Os males de quem faz roupa e empresta roupa, em vez de vender (porque lha pedem emprestada para os 'eventos', as 'galas'... and so on). Antes da entrada das actrizes, um grupo alargado de manequins entrou na passerelle dentro de capas fechadas (de guardar roupa no armário), com uma abertura de fecho apenas suficiente para respirar. O efeito de cabides ambulantes, com roupa vestida, cabides com pernas portanto, teve grande impacto visual, na penumbra, onde todos estávamos mergulhados. A realidade é a mesma quando há sombra, mas o sol quando nasce é para todos. Well done Dino. Love.

Cristina L. Duarte    

11.3.17

Último acto (III)

MODALISBOA, FASHION SHOWS
CCB | GARAGEM SUL

DOMINGO, 12 MARÇO

15H00 PATRICK DE PÁDUA | LAB

16H00  DUARTE | LAB

17H00 CHRISTOPHE SAUVAT

18H00 VALENTIM QUARESMA

19H30 DINO ALVES

20H30 NADIR TATI

21H30 NUNO GAMA


momento instagrama-me by mr dove.

O partir da loiça (II)


                                              Momento instagrama-me, by CD.

Segundo acto - O partir da loiça

Enquanto oiço XX, «I thought I had you on hold», refaço os acontecimentos passados e próximos. Uma história das emoções (aliada maior para fazer uma sociologia das emoções) poderia aqui ser minha aliada na reconstituição dos factos. Mas a música e a espuma dos dias diz-me que é melhor avançar, mudar de página, escrever outro capítulo da vida (na minha história de vida).

Ontem movimentei-me entre o público que acorre à modalisboa, nesta edição instalada no CCB, que é um bom spot para ver passar as modas, evidentemente. Mas ainda antes, quinta-feira, aterrei numa sala para assistir às conversas rápidas (not so fast, talks), e retive intervenções de relevo, entre as quais destaco a de Brigitte Stepputtis, («my boss is Vivienne Westwood»), onde fiquei mesmo interessada num livro da boss, chamado qualquer coisa como «Diaries of VW». Espectáculo! Então não é que esta abreviação do seu nome me levou a outra mulher, já desaparecida, mas com muito estilo: Virginia Woolf! Só agora constatei isto mesmo, quando tanta gente já deve ter chegado primeiro que eu a esta coincidência entre as iniciais da punk designer e da feminista escritora. Uma escreve / discursa através da roupa, inconformada, a outra através das palavras, inconformadas. Volto às conversas para destacar este projecto «Fashion revolution» de Carrie Somers, no qual me revejo e me situo, mesmo como investigadora. A ver em linha ó comunidade de pesquisadoras/es de estudos de moda.

Num outro compasso, quase sem espera, voei para a garagem sul, onde se realizam a maior parte dos desfiles desta edição «boundless» (sim, sim, também sou uma mulher sem fronteiras ; ) e assisti ao desfile do Sangue Novo, cuja primeira edição teve como vencedora Maria Gambina (onde andas tu ó designer da minha eleição?). Entre os/as jovens designers vencedores/as (Rita Afonso, Alexandre Pereira, ambos com menções honrosas que lhe garantirá a presença no próximo concurso) o prémio maior, Sangue Novo, foi para.... tchraaaaan, João Oliveira. Resta deixar aqui expresso, porque não público, que a minha preferência residiu na primeira proposta em passerelle, Rita Carvalho, que me surgiu, como uma designer na linha de Alexandra Moura (influenciada por, inspirada por?). Mas também colheu a minha simpatia Liliana Afonso, com uma proposta para uma série a que chamo 'sofisticado não te rales', mulheres vestidas e bem, mas com aquele toque desalinhado e contra-corrente de que eu gosto. Resumindo, as que eu gostei mais não ganharam nada. A oeste nada de novo. Estou nesse grupo.


Finally. Finalmente. Amanhã lá estarei de novo. Dino merece(-o). Gostava de conhecer a Nadir Tati, mas não tenho convite. Mas quem tem boca vai a roma, neste caso à modalisboa. A fechar o cartaz, o ciclo, este texto enfim, Nuno Gama. Há seis meses, a sua colecção Primavera/Verão para homens bem vestidos, foi apresentada no Museu de Marinha. O desfile terminou no exterior do museu, com os manequins a partir a loiça. Chegou a altura do segundo acto, com destino Outono/Inverno. É verdade: houve quem apanhasse os cacos ... Refiro-me objectivamente aos pratos partidos pelos manequins no final do desfile. Dentro de momentos, segue um destes cacos.

 

Cristina L. Duarte


9.3.17

O prazer de exibir

Está aberta a chamada para comunicações no simpósio sobre a política da moda nos museus, a realizar-se na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 15 de Maio, em Lisboa, com organização do Centro de investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design (CIAUD), Faculdade de Arquitectura - Universidade de Lisboa, e do Instituto de História Contemporânea (IHC), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa. Serão oradores principais:

DONATELLA BARBIERI
Lecturer and PhD supervisor, founder of the MA Costume Design for Performance, London College of Fashion - University of the Arts London, UK. 
ULRICH LEHMANN
Associate Professor in Interdisciplinary Design and Arts,The New School, New York, USA.

O valor da participação é de €30, e para estudantes €15. As propostas para participar devem ser enviadas até 29 de Março, e as respostas às propostas serão enviadas até  4 Abril.



FROM THE PLEASURE OF PRESERVING TO THE PLEASURE OF DISPLAYING

«The recent rise of the blockbuster fashion exhibition has underpinned a renewed interest in the topic of garment curation and preservation, encouraging academics from emerging disciplines, such as museum studies and fashion studies, as well as established institutions, to re-evaluate the presence of fashion in the museum. This increasing institutional and curatorial interest has led to a new research dynamics centered around the museum as an agency that can broaden and deepen our understanding of fashion. New museological approaches tend to use fashion to increase institutional appeal, by focusing on strategies that prompt new understandings of the history of apparel and a critical approach towards its presence in museums, and to reflect an institutional desire to contextualise and integrate fashion into specific social and economic historical circumstances. This symposium will focus on the challenges, possibilities and multidisciplinary aspects involved in the exhibition of fashion in a museological and curatorial context. We welcome proposals for papers and presentations that explore the following themes from diverse perspectives and approaches, by researchers and practitioners, as well as by practice-based researchers.

Submissions may focus on, but are not limited to, the following topics:

• The relationship between the museum, time and the public display of fashion
• The garment as a museum object, but also as an emotional and narrative medium
• What do we preserve and why do we do it when we bring garments into the museum?
• The relationship between the written word and the displaying of fashion, including catalogues and accompanying books
The convergence of artefact-based research and theoretical approaches
• Interdisciplinary good practice in displaying/exhibiting
• The use of oral history in museum research and displaying
• The imagined public. To whom is fashion curation addressed?
• How can fashion engage visitors and on what levels?
• Fashion and the ideology of the moment
• From ‘stage' to museum: the aura of a garment
• Fashion and the gaze of the other
• The image archive: fashion in pictures, paintings and films

Scholars and researchers from all related academic and practice-based fields and are invited to submit proposals. The conference will be held in English.
We invite researchers and practitioners to send us their proposals by Wednesday 29 March 2017. Participants will be notified by Tuesday 4 April 2017.
Presenters wishing to submit a proposal for a paper presentation of 20 minutes (max.) are required to provide their name, email address, the title of the paper, an abstract (300-350 words), 5 key bibliographical references, 5 keywords and a short biography (100-150 words) to: museum.fashion.politics@gmail.com ».

7.3.17

RUI CHAFES

RUI CHAFES - Entrevista | ARTECAPITAL.NET: A propósito da exposição “Incêndio”, actualmente patente na Galeria Filomena Soares, a Artecapital conversou com o escultor Rui Chafes sobre este seu último trabalho e sobre algumas características distintivas da sua obra. A “catedral ardida”, cujas colunas ainda se elevam ao infinito, espaço refúgio do ruído diário, foi o mote para uma conversa à volta da poesia, da beleza, do poder da arte, do espaço entre a vida e a morte, sobre o princípio e o fim.

6.3.17

Oito de Março

Somos todas Sereias 
unidas! 
Song to the siren


Mais a mais, temos esta semana as notícias do Boletim da Investigadora aqui.

25.2.17

Paisagem para banda sonora «bruta»


                                           Ana Deus, Nicolas Tricot, bruta.
                                                     Foto: mr colors

23.2.17

Ave leva-me ao paraíso



                                                              foto: mr brown

17.2.17

Parabéns a quem é uma flor (independente do género) *


Moda/os ;)

I Congresso Ibérico de Semiótica vai realizar-se em Novembro deste ano. A chamada de artigos para comunicação termina a 15 de Março, devendo as propostas (até 500 palavras) ser enviadas para:

É necessário indicar três palavras chave, o título da proposta, a autoria da mesma, e afiliação institucional. Até 30 de Abril o congresso informa as/os participantes da aceitação da proposta.








15.2.17

In Memoriam Celestino (1926-2017)


imaginei para ti um cortejo fúnebre cheio de flores a pavimentar as ruas de campo de ourique. 
queria para ti um mar de rosas. nelas, a flutuar, como pétala entre as outras.
desejo para ti a eternidade da palavra 'amor'. estás no nosso coração para sempre.
lembro de ti o que sempre foste para os outros: competente, afectuoso, atento, vivo, e mordaz. enfermeiro, filatelista amador, o melhor pai, o melhor avô, meu tio único, no espírito, no sorriso, nas palavras dedicadas e cheias de afecto. quando encontrares o meu pai, dá-lhe aquele abraço. 

9.2.17

Materialismo e moda


«Fashion is the most materialist of industry, in promoting the constant consumption of new objects at ever increasing intervals - yet fashion has not been subject to any substantial materialist critique or analysis. This talk discusses the historical basis and contemporary approach to a materialism of fashion.»


Ulrich Lehmann é um historiador cultural que vive em Nova Iorque. O seu trabalho atravessa duas áreas de pesquisa: 1) história cultural europeia (da revolução francesa ao fim de século), em particular trabalho artesanal, a sua organização e produtos; 2) teoria e história do design moderno (desde 1860 ao presente), especialmente o cruzamento entre movimentos de moda e outras expressões culturais. Dr. Ulrich Lehmann é professor associado em «Interdisciplinary Design and Arts», The New School, New York.

Materialism and Fashion - Conferência de Ulrich Lehmann dia 10, 15h30, Faculdade de Arquitectura, Auditório 23. CANCELADO 


Fashion in the Culture Industry - Seminário de Ulrich Lehmann, dia 13 de Fevereiro, 11h00, com leitura de textos e discussão, FA, Cubo. CANCELADO


«The material bases for the production of contemporary art and contemporary fashion design have become aligned. Patterns of conception, production and distribution as well as modes of consumption today are almost congruent. A culture industry that aims to emulate economic structures of investment and capital speculation now determines the making and selling of new fashions as well as new art as part of a steady renewal of consumption. This talk presents examples for the close proximity between trends and movements in making and showing fashion design and art».




4.2.17

SOFIA DE OLIVEIRA FERREIRA [I]

Silêncios e Memórias: [0705.] SOFIA DE OLIVEIRA FERREIRA [I]: * SOFIA DE OLIVEIRA FERREIRA * [01/05/1922-22/04/2010] [1955 - Clandestinidade] - A mulher que totalizou mais tempo de prisão p...

7.1.17

Soares é fixe

Janeiro de 1986, Soares passa à segunda volta das eleições presidenciais.

Descansa em paz Mário Soares (1924-2017).