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A mostrar mensagens de Junho, 2007

Teresa

Teresa Salgueiro e o Septeto de João Cristal estarão em Oeiras, dia 30 de Junho, para apresentar em Portugal o trabalho «Você e Eu». Será no CooljazzFest, no Jardim do Marquês de Pombal.

Liz Claiborne 1929-2007

Elisabeth Claiborne Ortenberg desafiou a indústria da moda dominada pelos homens. Fez roupa para mulher antecipando um mercado de roupa para mulheres de negócios e tornou-se um modelo e uma inspiração para aquelas que procuravam quebrar os 'tectos de vidro', tal como ela fez. Em 1986, a Liz Claiborne Inc, a primeira companhia fundada por uma mulher a ser incluída na Fortune 500. Ela nasceu em Bruxelas, onde o pai trabalhava num banco, mas em 1930 a família regressou à sua casa de New Orleans. Liz regressou à Europa para estudar arte, na Bélgica e em França. Os pais pais esperavam que ela viesse a ser artista, mas a arte de Liz veio a reflectir-se no desenho de roupa. Foi a mãe que a ensinou a coser.
http://www.nytimes.com/2007/06/28/business/28claiborne.html?ex=1340769600&en=8f9a991a6f02f676&ei=5124&partner=permalink&exprod=permalink

Género e Música

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No próximo sábado, dia 30 de Junho, realiza-se na Fonoteca Municipal (Praça Duque de Saldanha, Ed.Monumental, Lisboa), o 1ºColóquio de Sociologia da Música. O dia vai ser de grande debate, com variadíssimas comunicações, a não perder, sobretudo por quem se interessa por estas matérias.
O colóquio tem organização de Ciências Musicais, Departamento de Ciências Musicais da FCSH/UNL e coordenação científica de Paula Gomes Ribeiro, co-organização do CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (FCSH/UNL) e Fonoteca Municipal.
Segue-se o programa do colóquio, cuja abertura pertence a Paula Gomes Ribeiro.
1º Painel: Performance e género. Aspectos da dramaturgia da realidade na construção de factos musicais.
Moderadores: César Monteiro e Rui Pinto
[10h45] O género e a identidade na música migrante cabo-verdiana em Portugal - César Monteiro
[11h10] O papel feminino na esfera musical Madeirense (de meados do séc. XIX a meados do séc. XX): os casos de Júlia de França Netto, Matilde Sauvay…

Tertúlia no Museu Nacional do Traje

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clara e vítor

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Imigração

Na próxima quarta-feira, dia 27 de Junho, pelas 21h00, vai ter lugar uma tertúlia no Bar do Chapitô intitulada «Testemunhos de Imigração»: exposição e leitura de testemunhos seguido de debate com tod@s os presentes na rua Costa do Castelo nº1/7, em Lisboa.

Génese e Cinema - Parte III

O Confronto

Anatomia do Inferno é, na opinião da própria Catherine Breillat, um filme sobre o conhecimento, é a jornada do Homem em busca do conhecimento e da humanidade. Na minha opinião, e em nada contrariando a anterior ideia, Anatomia do Inferno é igualmente a jornada da Mulher. Mulher e Homem iniciam neste filme a jornada do (re)conhecimento e da libertação. A libertação de um possibilita a libertação do outro. É um processo de reconhecimento mútuo e de respeito, é um processo onde ambos necessitam caminhar no mesmo sentido para serem seres por inteiro, seres sexuais, emocionais e racionais. Esta tese sobre o filme não é mais do que uma das características que reveste a terceira vaga do feminismo da actualidade. Não se trata de uma extremada luta em que mulheres e homens se encontram em lugares opostos da barricada. A excelência do ser humano será atingida quando a Mulher e o Homem não encontrarem restrições e impedimentos de qualquer ordem ao seu efectivo desenvolvimento. Anatom…

A propósito de voz e timbre

Filó Machado, compositor brasileiro, com quem trabalhou uma das vozes do jazz, Elisabeth Tuchmann, do «Timbre», um quarteto que vai estar em Lisboa no próximo Jazz em Agosto (dia 11, 18h30, Aud.2 da FCG), composto ainda por Lauren Newton (n.Oregon, EUA), Oskar Mörth (n.Schwanberg, Áustria) e Bertl Mütter (n.Steyr, Áustria).

Sagrado Feminino

O Sagrado Feminino: Da Pré-História à Idade Média da autoria de Maria Zina Gonçalves de Abreu será lançado no próximo sábado, 23 de Junho, pelas 17.00 horas na FNAC (Madeira Shopping) do Funchal. A apresentação é feita pela Professora Doutora Dominique Costa.

Verão

Outro Verão do amor, diz o NYT, aludindo ao gosto neo-hippie, num artigo assinado por Ruth la Ferla. http://www.nytimes.com/2007/06/21/fashion/21HIPPIE.html?ex=1340164800&en=70ad45a9ce9ab146&ei=5124&partner=permalink&exprod=permalink

O Espelho II

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Sobre o início deste espaço na blogosfera designado «A Cidade das Mulheres» expliquei por ocasião do aniversário (um ano!) em Maio último que o nome se deve à primeira mulher que, no Ocidente europeu, fez da escrita a sua profissão. Há uma edição recente, em português, do texto originalmente intitulado «La cité des dames». Mulher de letras e considerada hoje como uma precursora do feminismo, Christine de Pisan (por ter nascido em Itália, Pisa, em1363) mobiliza-se na escrita em favor das mulheres, de modo a cultivar a defesa do sexo feminino e imaginar uma igualdade entre os sexos. Contudo, a expressão organizada de uma aspiração à igualdade só virá a afirmar-se a partir da Revolução Francesa, e a constituir-se como movimento social apenas no século XIX. Christine de Pisan faz os seus estudos e educação em Paris, na corte do rei de França, Carlos V, e casa com Etienne de Castel, de quem teve três filhos. Ficando viúva aos 26 anos, é então que se começa a dedicar à criação literária.…

Refugiados

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Dia Mundial do Refugiado, 20 de Junho. Segundo os números do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) cerca de 10 milhões de pessoas vivem nesta condição. O mundo, neste dia, presta-lhes homenagem pela capacidade de resistência e tenacidade, e pela coragem. Para mais informação, A Cidade das Mulheres indica o sítio internet do Conselho Português para os Refugiados (CPR). O essencial é começar por dizer Não à guerra.

Aldina

Aldina Duarte participa nas «Quintas de Leitura» no Teatro do Campo Alegre, na sessão «Amantes e Outros Nomes de Família», que se realiza amanhã, dia 21 de Junho, às 22h00, no Café-Teatro do TCA, marcando assim o regresso de Aldina Duarte e de Maria do Rosário Pedreira ao ciclo poético. A fadista actuará na segunda parte de uma sessão inteiramente dedicada à poesia de Maria do Rosário. Durante cerca de 30 minutos, Aldina interpretará temas dos seus álbuns «Apenas o Amor» e «Crua».
Mas na primeira parte, «Amantes e Outros Nomes da Família» decorrerá uma conversa entre a editora e poeta Maria do Rosário Pedreira e Maria João Seixas.
Às leituras, sucederá uma performance, da dupla lisboeta João Galante e Ana Borralho que apresentarão, em estreia nacional, a sua peça «Uníssono», onde é explorada a relação que o corpo social contemporâneo promove com o corpo biológico. Identificar e definir os limites do controlo sobre o próprio corpo e da arte com os códigos que governam a sociedade é o q…

Hanne

Hanne Hukkelberg, «Kaeft». A cantora actuou em Lisboa na semana passada (a 15 de Junho). Na Blah Blah Blah (ed. Lux-Frágil) a sua voz é descrita (por Tiago Santos) como «a própria voz do vento do Norte na copa das árvores.» A sua música «é feita de camas de nuvens em lençóis de sonhos, de silêncios escondidos e risos cúmplices entre as folhas e as pequenas criaturas dos jardins. (...) Um verdadeiro hino à magia de sermos todos os dias o nosso próprio País das Maravilhas».

O espaço... musical

Soube-se hoje n'A Cidade das Mulheres que Sunita Williams (Nasa) foi a primeira mulher astronauta a permanecer 188 dias no espaço. É obra. Neste capítulo, mas já da obra musical, foi lançado nas discotecas o mais recente disco de Júlio Pereira, intitulado «Geografias», com a participação de outra grande mulher, a Sara Tavares.
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A directora do Centro de Estudos Latino Americanos da Universidade Fernando Pessoa, Professora Doutora Ana Toscano, irá intervir na sessão cultural das Faces de Eva - Estudos sobre a Mulher na próxima sexta feira, dia 22 de Junho, pelas 10h30, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL). A conferência versará a temática «A Mulher na América Latina», e terá lugar na Torre B – Sala de Reuniões do 7.º Piso. As sessões culturais das Faces de Eva regressam no próximo ano lectivo. Para quem queira seguir a actividade deste grupo de investigação da FCSH/UNL pode partir à descoberta do mais recente número da sua revista semestral, editada pela Colibri. O número 17, com capa dedicada a Natércia Freire (na foto), escritora e editora da página «Artes e Letras» do Diário de Notícias entre 1954-1974, apresenta uma homenagem à investigadora Ivone Leal (que esteve presente no lançamento deste número das Faces de Eva, a 15 de Maio último, na Casa Fernando Pess…

Vão sem mim, que eu vou lá ter

Deolinda, no Maxime. Este mês, a cantora e acompanhantes irão rodar na rádio, actuarão em Lisboa e no Alentejo. Reza assim a sua agenda. Dia 17 Junho: Deolinda estreia-se como “menina da rádio” e logo aos microfones do “Rádio Clube Português”! Cantará ao vivo no programa “Toda a Tarde”, a partir das 16h! http://radioclube.clix.pt/frequencias/index.asp
Dia 21 Junho: FNAC do Chiado, para um “show-case Deolinda”, a propósito de «Novos Talentos».
Dia 23 Junho: rumo ao Alentejo, direcção Montemor-o-Novo. A localidade de S. Geraldo vai poder render-se aos seus encantos!
Dia 30 Junho: Deolinda canta em Lisboa e fecha o mês em beleza no Santiago Alquimista antes de voltar para os seus gatos e para as janelas de tabuinhas.

Arraial Pride!

Junho é mês de festas, e uma das mais divertidas e concorridas é o Arraial Pride! Sob o lema «Igualdade de Direitos: aqui e agora!» vai realizar-se no próximo sábado a 8ª Marcha do Orgulho LGBT. O percurso terá assim início no Príncipe Real, dia 23 de Junho, pelas 16h30. Este ano a organização pode escolher o Terreiro do Paço como centro da festa. A partir das 18h (e até às 02h) as cores vão dominar a baixa pombalina. Já estão disponíveis alguns materiais de divulgação, biografias de DJ's, e muito mais, em linha. http://www.ilga-portugal.pt/nos/projectos/arraial_pride/11arraial.htm#marcha

Belo filme

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Já saiu da sala de cinema onde se podia ver em Lisboa. É um filme sobre o Corpo, sobre o Amor e também sobre a violência e o poder nas relações conjugais. No original chama-se «En soap», de Pernille Fischer Christensen. Dois magníficos actores: Trine Dyrholm no papel de Charlotte, a rapariga que se separa do marido e vai viver sózinha para um prédio, onde é vizinha de um transexual, Veronica, David Dencik. Um filme a não perder, num dvd perto de si.

Jazz...

«Criação e Mulheres»

Amanhã, 15 de Junho, pelas 17h00, terá lugar no Auditório III da Universidade Aberta a conferência «Criação e Mulheres», onde participarão Eva Löfquist (Universidade de Växjö), com Una Mujer es una Mujer es una Mujer.... , Chatarina Edfeldt (Universidade de Estocolmo), com A História Literária Revisitada: Autoras da Primeira República, Exclusão e Cânone e María Osório (Universidade de Estocolmo) com Mujer y Escritura en el Período Colonial Americano. A organização da conferência pertence ao Mestrado em Estudos sobre as Mulheres da Universidade Aberta (Rua da Escola Politécnica, 147 - Lisboa ).

Génese e Cinema - Parte II

O Feminismo de Anatomia do Inferno

No filme de Catherine Breillat Anatomia do Inferno a narrativa não se apresenta de uma forma fluida. É temporalmente delimitada e circunscrita a cinco noites apenas, que se sucedem através de cortes em que cada uma é anunciada graficamente.

O Encontro

Num lugar onde uma forte energia libidinal se dissemina, onde corpos se roçam, tocam e dançam ao som de música electrónica, está uma mulher. Bela e graciosa nas suas roupas branco e rosa, encostada e amparada por uma parede, perscruta o espaço que a envolve e sente a indiferença e a dor perante a invisibilidade que o seu corpo evoca àqueles que estão em seu redor, homens que se desejam apenas entre si. Nem o seu olhar de afronta, nem o modo como, ao percorrer o espaço, o seu corpo bate com intenção nesses corpos masculinos parece exercer qualquer tipo de reacção apaixonada nesses homens. É o completo desinteresse. Esta é a primeira alegoria de Anatomia do Inferno. Se deixarmos de lado o conteúdo marcadamen…

Poetas urbanos

Fernando Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888. António Variações morreu nesta cidade há 23 anos e Al Berto há 10 anos. Deste último, A Cidade das Mulheres escolheu «Evaporação/ Ilda David» in A Vida Secreta das Imagens, 1984/85, do seu Trabalho Poético 1974-1990, O Medo.

retirou o magro rosto da cinza
cobriu a nudez com o fúlgido temor dos presságios
esmagando sob a língua a crepuscular alfazema
recolheu o negro e húmido resplendor
dos cedros na concha das mãos


e no início da mítica noite ergueu os braços
respirou fundo o quente olor da madressilva
abriu as mãos ao vento derramando
sobre a cabeça a fulva beberagem

quando o hirsuto cabelo ficou atado
no esplêndido halo de água
já a parte ainda humana do seu corpo ascendia
vagarosamente
ao perene bosque solar.

Santo António!

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Na Ajuda toda a graça é boa o aroma de manjerico no ar aos seus pés, as vistas de Lisboa com a sardinha a bailar a bailar

O vazio

Uma noite em família... pela última vez, ou, à mesa com os Sopranos, ou ainda vai a negros e esfuma-se... uma visão do NYT pela pena de Alessandra Stanley, sobre o último episódio da série televisiva da HBO. Hoje pode ler-se também um outro artigo no mesmo jornal («TV writers were also watching sopranos» in Arts/NYT)) sobre a transmissão do episódio final e as impressões dos escritores de outras séries (de Lost a Heroes, passando por House) sobre o final dos Sopranos: muito resumidamente, o episódio termina em negros, no vazio absoluto, depois da cena em que a filha que quer ser advogada de direitos humanos, Meadow, passa uma porta e ouve-se a palavra stop na canção «Don’t Stop Believing» (de Journey). Metáfora sobre a decadência da sociedade, e da própria família, os Sopranos vieram revolucionar o modo como se conta uma história em televisão, nomeadamente uma história que deixa sempre o final em aberto. Como a própria realidade.
http://www.nytimes.com/2007/06/11/arts/television/11sop…

Impressões da Joalharia

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The jewel center of interest is the eye within the eye.
Jack Kerouac
















Vai inaugurar no próximo dia 16 de Junho, sábado, na Galeria LS em Nuremberga uma exposição de joalharia contemporânea Portuguesa, «Impressions on Portuguese Contemporary Jewellery», promovida pelo ICEP. A curadora é Cristina Filipe (professora de joalharia no ar.co e uma das fundadoras da PIN - Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea). Entretanto, em Barcelona, inaugurou recentemente a galeria Klimt, onde se apresenta uma selecção de trabalhos dos melhores criadores da joalharia contemporânea internacional.

Histórias de Vida

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Simpósio Internacional Histórias de Vida
Novos desafios teóricos e práticos Amanhã, dia 12 de Junho, a partir das 9h30, até às 17h45, em Lisboa, no ISCTE, na sala B203.

MODA ESART

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O desfile de Moda da ESART realizar-se-á no dia 12 de Junho, terça-feira, pelas 21h30m, no Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, marcando-se assim o encerramento das actividades lectivas da Escola Superior de Artes Aplicadas do IPCB.
Para além dos coordenados dos alunos do 4º ano do curso de Design de Moda e Têxtil, serão apresentadas colecções de Alexandra Moura, Ana Salazar e Filipe Faísca, bem como das marcas Dielmar e Kispo. As colecções serão apresentadas por manequins profissionais, nomeadamente Gonçalo Athias e Isabel Figueira. O cenário do Desfile de Moda da ESART 2007 foi concebido, desenhado e executado pelo escultor José Simão.

Na foto: Alexandra Moura Outono/Inverno 2007/08; arquivo ModaLisboa/Fotografia de Rui Vasco.

Marta

«Gritos Mudos».
A mulher do leme dos Xutos & Pontapés desapareceu hoje. A Cidade das Mulheres escolheu esta música em homenagem a Marta Ferreira.

Agora

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Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade lançam logo à noite em Lisboa o livro «Agora Luanda» (das Edições Almedina) e o documentário «Mãe Ju», no Lux-Frágil, com apresentação de Paula Moura Pinheiro e José Eduardo Agualusa. Depois, é a vez dos músicos de Luanda se apresentarem em palco: Gata Agressiva, Puto Português e Nakobeta.

Joëlle

Švankmajer + Joëlle Léandre
A contrabaixista francesa Joëlle Léandre vai estar presente em Lisboa no dia 11 de Agosto, pelas 15h30, para um solo, na próxima edição do Jazz em Agosto da Fundação Calouste Gulbenkian.

Artistas Mulheres – Três Vozes

Parte V

A pianista Irène Schweizer (n.1941, Suiça) tocou em duo com o baterista Pierre Favre [no Jazz em Agosto 2005], em Lisboa. Conheci-a durante o ensaio dos dois músicos, e aproveitei um pequeno intervalo entre o final do ensaio e o início do concerto [Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, a 7 de Agosto 2005, 18h30] para uma conversa com a instrumentista, cuja biografia relata a sua participação na Feminist Improvising Group, nos anos 70. Irène Schweizer toca no entanto com vários músicos desde os anos 60, numa época em que era a única mulher a tocar jazz, buscando a sua própria criatividade, o seu estilo, e criando a sua música de um modo muito individual. E comecei por querer saber como é um dia passado na vida de uma mulher instrumentista de jazz.

Se me pudesse descrever um dos seus dias...?
Todos os dias são diferentes. Se é Verão não tenho muitos concertos, acordo e vou fazer compras, vou ao mercado, depois tenho por vezes um ensaio de tarde com alguns músicos e às v…

Génese e Cinema - Parte I

Génese: a relação Mulher/Homem no universo de Catherine Breillat.
O Feminismo e a Pornografia na «Anatomia do Inferno» Por Catarina Frade Moreira

Catherine Breillat é uma realizadora polémica e não consensual, acusada pela crítica de fazer filmes demasiado teóricos e intelectuais. O seu mais recente filme, «Anatomia do Inferno» (2004), exibido em Portugal[1] na 5ª edição da Festa do Cinema Francês, é talvez o seu filme mais controverso não tanto pela forma, na sua exploração de uma imagética onde o sexo e a sexualidade são filmados de perto em despudorados e intensos close-ups, mas sobretudo pelo seu conteúdo argumentativo/simbólico, pela tentativa de desafiar mitos e verdades cristalizadas nas culturas ocidentais e não ocidentais, pelo olhar que lança sobre a relação mulher/homem, pela causa que aponta como responsável pela opressão da mulher e pela solução que defende para o conflito entre os sexos.
Dificilmente se gosta de um filme como «Anatomia do Inferno», pelo menos imediatamente a…

Dia Mundial do Ambiente

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Se eu fosse um golfinho

Quando eu nasci os meus tios mais novos viviam com os meus pais.
Vivíamos perto de uma baia muito calma. Eu passava os dias a brincar com os meus primos. As nossas brincadeiras favoritas eram estas: nadarmos muito depressa de um lado ao outro, sem vir ao de cima uma única vez e a outra, que era a minha preferida, era saltarmos para fora de água fazendo piruetas. O jogo era ver quem saltava mais alto e eu ganhava quase sempre.
O meu pai e tios contavam-nos histórias sobre salvamentos que tinham feito, perigos que tinham acontecido. Diziam que estávamos proibidos de sair da baia porque éramos muito novos e havia muitos perigos no mar que não conhecíamos.
Eu sonhava com aventuras como as que o meu pai contava, queria conhecer outros mares. Então um dia decidi ir ver o que havia para lá da baia. Os meus primos não quiseram ir, tinham medo. Combinámos que eles não diziam nada a ninguém e eu estava de volta a hora do jantar. Quanto mais longe eu ia, mais forte eram as co…

Irrepetível

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Três minutos e quatro segundos depois das duas horas da manhã do dia cinco de Junho, deste ano de 2007, a hora e a data serão 02:03:04 05/06/07. Esta sequência nunca mais se repetirá.

«Filmes de Mulheres»

A primeira parte da retrospectiva integral da obra cinematográfica de Rainer W.Fassbinder chega ao fim este mês na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema (o programa dedicado ao realizador alemão prosseguirá em Outubro e Novembro próximos). Hoje à noite, pelas 21h30, passará «Angst Essen Seele Auf»/ O medo come a alma, de 1973, com legendas em português. A retrospectiva da Cinemateca segue a divisão da obra de Fassbinder em capítulos, à semelhança da metodologia proposta no livro de Christian Braad Thomsen: «Séries Televisivas», «Filmes de Mulheres», «Filmes em Vídeo», «Exigir sem Amar» e «Perda de Identidade». Amanhã, terça-feira, dia 5 de Junho, pelas 19h30, prosseguem os «Filmes de Mulheres», com «All that heaven allows»/O que o céu permite (1955), de Douglas Sirk , o filme a partir do qual Fassbinder fará um remake peculiar, «O medo come a alma»: «nos filmes de Douglas Sirk as mulheres pensam. Isto é algo que jamais notei no trabalho de outros realizadores» (Rainer W.Fassbinder);…
Parenthetical Girls, ao vivo em Roma.

A descobrir

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Parenthetical Girls, hoje à noite no Maxime, em Lisboa. Fotografia de Sarah Meadows.

Neste dia

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A actriz Marilyn Monroe nascia a 1 de Junho de 1926 em Los Angeles, com o nome Norma Jeane Mortensen. Dia 1 de Junho de 1968 morria nos Estados Unidos da América, na sua casa em Westport, a autora e conferencista Helen Keller, símbolo de coragem, que conseguiu um grau universitário apesar de ser cega e surda desde a sua infância.