31.7.07

In memoriam II


«Para mim fazer um filme é viver».
Presente em Lisboa, por altura de um ciclo que a Cinemateca Portuguesa lhe dedicou, Antonioni assinou-me este livro (Outubro 1985). Guardei religiosamente esta edição autografada por um dos meus cineastas preferidos, em cujos filmes entrou frequentemente uma actriz italiana que admiro muito: a Monica Vitti. Sobre ela, há poucos dias passou um documentário, de onde retirei uma magnífica citação: «para mim, onde termina a representação, termina a realidade».
Ontem, dia em que o cinema vestiu-se de luto, morreu outro mestre da sétima arte, Ingmar Bermann (n.14.07.1918-f.30.07.07). Em Lisboa, o King presta-lhes homenagem, passando algumas das suas obras. Entre elas, no sábado, dia 4 de Agosto, 00h15, «Profissão: Repórter», 1975, de Michelangelo Antonioni, com Maria Schneider e Jack Nicholson.

In memoriam I



Michelangelo Antonioni, n. Ferrara 29.09.1912 - f. Roma 30.07.2007

«Blow up»,1966, com Vanessa Redgrave, Sarah Miles, David Hemmings, Jane Birkin

25.7.07

Verão e circo


Palavras para quê? São artistas franceses. Apresentam-se... nos ares de Lisboa, integrados no programa CCB Fora de Si, em Agosto, durante 15 dias: 6, 7, 8, 9; 13, 14, 15; 17, 18, 19; 22, 23, 24, 25, e 26. Pelas nove da noite.
Espreitem o circo em http://www.arts-sauts.org/

24.7.07

baltazar

O jovem mago da moda que combina cinema e pesquisa literária abre o seu atelier/loja para saldos que parecem ser magníficos. E o Porto aqui tão perto.


Guta

Parabéns Guta!
A directora da associação Experimenta e da bienal ExperimentaDesign, Guta Moura Guedes, n.23.07.1965), vai ser comissária de uma entre as quatro maiores exposições de Turim - Capital Mundial do Design, segundo se lê hoje no Diário de Notícias. Com inauguração prevista para daqui a menos de um ano, a 27 de Junho de 2008, a exposição terá como a «Flexibilidade», um tema que tão bem caracteriza a condição da mulher na sociedade actual. Paralelamente à exposição, a cidade de Turim irá receber na mesma ocasião o 23.º Congresso da União Internacional dos Arquitectos.
Avanti Guta!

Fotografia: «Mon cirque», de James Hayon, na exposição «My World, New Crafts» bienal EXD'05.

23.7.07

modas locais

Foi agora publicado pelos CTT o livro «Trajes Regionais - Gosto Popular, Cores e Formas», ao qual está associado uma emissão filatélica de 10 selos que estampa bem a diversidade regional dos nossos trajes. Com muito prazer realizei a investigação subjacente a este trabalho, escrito por mim, e que reflecte a imensidade cultural que o nosso país encerra. À dupla de designers Sofia Martins e Vasco Marques os meus agradecimentos pelo trabalho de cor, de desenho e leitura criativa que desenvolveram à volta do texto e da imagem. Finalmente, há uma amiga na blogoesfera que já salientou esta edição e por isso lhe estou profundamente agradecida. Vida longa para a Filomena e para as Mulheres ao Luar.




Cristina L. Duarte

16.7.07

Shirley Clarke (1919-1997)

«Bullfight», uma curta-metragem de Shirley Clarke, de 1955, música de Norman Lloyd.

É de Shirley Clarke uma das duas longas-metragens a apresentar em Lisboa, no Jazz em Agosto, Fundação Calouste Gulbenkian: «Ornette: Made in America», 1985 (80’), dia 9 de Agosto, Quinta-feira (18h30), um filme sobre Ornette Coleman (n.1930, Forth Worth), que é uma estreia em Portugal, já que o filme nunca passou pelas nossas salas. Será na Sala Polivalente do CAM (JAP).
Elaborado ao longo de 20 anos e concluído em 1985 pela cineasta Shirley Clarke, este documentário organizado a partir de captações footage revela o universo criativo de Ornette Coleman através dos seus concertos, amigos e admiradores, demonstrando novas técnicas de vídeo, incluindo entrevistas e fotografias e a presença de uma exaustiva lista de personalidades como William Borroughs, Don Cherry, Charlie Haden, Bryon Gisin.

10.7.07

Diversidade

FESTA DA DIVERSIDADE E DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Vai realizar-se a 13, 14 e 15 de Julho de 2007 na Praça do Comércio, em Lisboa, a Festa da Diversidade.
Haverá música, dança, artesanato, gastronomia, exposições, workshops, debates. Aguardam-se, entre outras, as participações de Terrakota, Kumpania Algazarra, Gwana Bambara, Glória lopo, Chullage, Tucanas, Pé na Terra, Mistura Pura e Freddy Locks & The Groove Missions.
Horário da festa, pá! Dia 13 de Julho, das 19h às 02h00; dia 14 de Julho, das 16h às 02h00; dia 15 de Julho: 16h às 24h00. Divirtam-se!
Fotografia de Maria Eduarda Ferreira, Moçambique, Pemba, 2005

9.7.07

Mulher e arte

Lián Amaris Sifuentes na sua recente performance, na Union Square, Nova Iorque, «Fashionably Late for the Relationship»: uma chamada de atenção para o ritual privado feminino , representando-o deliberadamente, à vista de todos, para o público de Manhattan.

http://www.nytimes.com/2007/07/09/arts/09slow.html?ex=1341633600&en=43762aa821cfe681&ei=5124&partner=permalink&exprod=permalink

Cidade imaginária

A China está a criar uma 'cidade' onde quem manda são as mulheres, mas o facto não passa de entretenimento, no caso, uma atracção turística. Nessa cidade de ficção quem manda são as mulheres, e os homens têm de resignar-se a obedecer, ou ... serem castigados. Segundo uma notícia do Portugal Diário, esta cidade das mulheres está em construção na localidade de Longshuihu, e foi inspirada numa tradição local, segundo a qual, como afirmou o responsável turístico chinês, «as mulheres governam e os homens obedecem. Tradicionalmente, as mulheres dominam e os homens têm que ser obedientes nas províncias de Sichuan e de Chongqing». Portanto, pode aqui dizer-se também que a Oriente nada de novo. A partir do momento em que os casais atravessem as portas desta cidade imaginária, os papéis definem-se sob o lema «as mulheres nunca cometem erros e os homens nunca recusam os seus pedidos». Qualquer «não!» a uma ordem feminina terá como resultado punições, a saber, os homens poderão ser obrigados a ajoelharem-se numa prancha ou a lavarem a louça nos restaurantes. Ora só com ironia se pode argumentar quanto a estas penas...
A cidade estará terminada até 2010, tempo em Portugal para se comemorar os 100 anos da República - falando agora sério.
Quanto a cidades imaginárias há mais uma a despontar, também no mundo do entretenimento, desta feita televisivo. Um reality-show na Alemanha mostra o que aconteceria numa cidade se esta ficasse entregue aos homens, e estes tivessem de tratar das tarefas domésticas durante oito dias. Segundo o Diário Digital este novo programa do canal de TV Kabel 1, todas as mulheres da cidade de Jühnde (no centro da Alemanha) partiram de férias e deixaram os seus maridos a tomar conta da casa. Bom início de história, não acham? Com oito episódios, o programa «Homens sozinhos em casa» irá pretensamente mostrar o que acontece quando os homens têm de cuidar da família. Finalmente, as mulheres daquela cidade podem trabalhar para o bronze numa praia (espanhola), com estadia paga pelo canal de televisão, enquanto os maridos experimentam conciliar o trabalho e a vida doméstica. Ora que grande aventura que vai ser, verdade?

6.7.07

Cátia

Aluna da ESART veste olímpicos portugueses

Cátia Almeida, aluna da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco, foi a vencedora do concurso promovido pelo Comité Olímpico de Portugal para o desenho do traje desportivo oficial da Missão aos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.
Com 21 anos e natural de Sintra, Cátia Almeida frequenta o 3.º ano do Curso de Design de Moda e Têxtil da ESART.
O concurso promovido pelo C.O.P. em conjunto com a sua parceira de sportswear Onda para definir as linhas do traje desportivo da Missão a Pequim foi disputado por 16 concorrentes e apreciado por um Júri formado por representantes da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, do C.O.P., da Comissão de Atletas Olímpicos e do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal. Ao vencer o concurso, ela ganhou uma viagem de uma semana aos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto de 2008.
Os candidatos tinham de propor o desenho de quatro t-shirts, quatro pólos, dois fatos de treino, dois impermeáveis, quatro calções e de um boné.
«Inspirei-me nos Descobrimentos e pensei sobretudo num equipamento minimalista, mas mantendo sempre o estilo desportivo», refere Cátia Almeida para descrever o projecto vencedor. Para Alexandra Cruchinho, sub-directora da ESART, «a Escola começa a colher os frutos do trabalho desenvolvido no curso de Design de Moda e Têxtil».
A vencedora do concurso do Comité Olímpico de Portugal (COP) é admiradora da judoca olímpica Telma Monteiro.

5.7.07

4.7.07

Diálogos do jazz



«Leap frog», um diálogo entre Charlie Parker e Dizzy Gillespie.

Tânia

Uma lentidão que parece uma velocidade

«Li esta frase num livro de Jean Cocteau e logo me inspirou. Por implicar movimento quase visível, pelo menos para mim e ao mesmo tempo por achá-la bastante poética. Apeteceu-me logo fazer uma dança dedicada ao que esta frase me fez sentir. Sinto que sou uma coreomaníaca, e cada vez mais. Quanto mais danço, mais me apetece fazê-lo. E cada vez mais me fecho no que a dança é por si só, na sua forma abstracta. Provocadora de emoções, sentimentos, coisas que nem eu sei explicar bem porque gosto de fazer e ver. Gosto desta confusão que é de lhe sentir a essência mas de não conseguir agarrá-la. De não saber muito bem porque escolho alguns movimentos, ou até porque chego a fazê-los. Esta frase fez me pensar nisto tudo que me baralha e me encanta. Nisto tudo que disse e em tudo o que ficou por dizer. Nisto tudo que a dança é.”
Tânia Carvalho, «Uma lentidão que parece uma velocidade».
Dia 12 de Julho às 21h30, no Centro Cultural Vila Flor, Avenida D. Afonso Henriques, 701, Guimarães.
Coreografia e Interpretação: Tânia Carvalho; Música: sonata para piano kvk545, Mozart, ré avariado, Tânia Carvalho; Texto: Patrícia Caldeira; Cenografia e Iluminação: Daniel Lima; Figurinos: Aleksandar Protich; Professor de Piano: João Aleixo; Direcção de Produção: Sofia Matos; Produção Bomba Suicida; Co-Produção Theatro Circo de Braga.

2.7.07



O Museu Nacional de Etnologia, na avenida Ilha da Madeira, em Lisboa, vai inaugurar a exposição «Pinturas cantadas: arte e performance das mulheres de Naya», no próximo dia 5 de Julho, pelas 18h30.

Sempre!

25 de Abril . Periódico Nº1.