espaço-laboral-a-luta-continua

Inicio hoje este «espaço-laboral-a-luta-continua», com um texto-carta chegado de uma colaboradora já antiga (atenção: nada de exageros. o blogue só tem seis anos!). Na primeira pessoa e por correspondência electrónica, estas foram as palavras de espanto por ela usadas, perante as novidades laborais em Portugal. Em primeiro lugar, uma epígrafe, bem escolhida, de 1846. Afinal, não querem levar-nos de volta ao século XIX? Pois aqui o têm.


«E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?”
Almeida Garrett, 1846.


Ouvi alguém dizer :"resistir, resistir, resistir! lutar, lutar. lutar. Como dizia Mário Soares, só é derrotado quem desiste de lutar."
Ora, fico com um problema em mãos:
como é que eu vou lutar no local de trabalho contra o trabalho obrigatório de borla aos sábados e mais as 150 horas de trabalho grátis anual sem levar com o despedimento na hora, preconizado no acordo? (basta que o teu equipamento de trabalho não funcione/avarie regularmente para se dar o despedimento sem intervenção de ACT, Sindicato, ou Comissão de Trabalhadores).

Todas as ideias são bem-vindas.


Uma Trabalhadora.

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